Guia do Campeonato Mineiro Módulo 2

Vai começar! 

Patrocinense: campeão em 2017

O MELHOR CAMPEONATO DO MUNDO se inicia neste sábado dia 17 de fevereiro. O Campeonato Mineiro do Módulo 2 é dos torneios mais parelhos e interessantes do mundo. Camisas tradicionais, estádios acanhados, veteranos que já conheceram o sucesso, jovens em busca de espaço. Esse é o cenário de um torneio apaixonante. Este ano, numa fórmula nova os 12 clubes se enfrentam em turno único, com os 4 ponteiros se enfrentando em semifinais que valem o acesso. A seguir, o nosso Wilson Manula, o maior especialista em futebol do  interior mineiro traça um rápido panorama das 12 equipes que correrão atrás da bola nos vários cantos da nossa Minas Gerais. Vale a pena conferir.



América 
(Teófilo Otoni)

Rebaixado do Módulo I em 2017, dificilmente o Dragão do Vale do Mucuri voltará tão cedo á elite. A situação financeira é crítica e as perspectivas do clube são sombrias. O elenco é modestíssimo e até “peneiras” com atletas amadores foram feitas. O técnico é o carioca Junior Gomes, 42 anos, com passagens pelo time de showbol do Flamengo (!) e Seleção Brasileira de masters. Em 2017 dirigiu o paraibano Atlético de Cajazeiras. Pra piorar ainda mais as coisas, Bruno Barros, que seria o grande nome do time, teve uma lesão seríssima na pré temporada e não vai atuar como atleta, mas sim na comissão técnica. O time é basicamente formado por  jovens atletas e jogadores  totalmente desconhecidos.  Não há destaques. O zagueiro Josimar e lateral Yuri (ambos ex-Nacional de Muriaé) voltam ao clube. O volante Fernando (ex-São José-SP) é homem de confiança do treinador. O atacante paulista Douglas (ex-Penapolense) é a esperança de gols.

O cara: Ainda que não possa atuar dentro de campo devido á grave lesão no joelho esquerdo ainda na pré temporada, Bruno Barros será aos 35 anos, a referencia do time. Vai atuar como auxiliar técnico.

Bruno Barros: o "dono" do time

O que pode ajudar: O acanhado estádio Nassri Mattar é aliado poderoso. O time costuma jogar as 11h da manhã, e o calor de Teófilo Otoni castiga demais os adversários. Mas é muito pouco.

O que pode atrapalhar: A limitação técnica do time é evidente. As dificuldades financeiras tornaram muito difícil a formação de um time competitivo. Falta qualidade no elenco.

Júnior Gomes

Palpitômetro: Candidatíssimo ao rebaixamento, escapar da degola será equivalente ao título para o bravo Dragão do Mucuri. Tarefa muito difícil.



Betinense (Serranense)
(Nova Serrana)

O Canário Aurinegro disputará sua segunda temporada no Módulo II, dessa vez como novo nome e nova cidade. Sai Betim, região metropolitana de BH e chega em Nova Serrana, capital do calçado no centro-oeste mineiro que já teve o falecido Nacional, que já disputou a elite mineira e a Série D. O Betinense (agora Serranense) bateu na trave ano passado com o 3º lugar no torneio. O clube sonha alto em 2018. Terá como diretor de futebol o ex-volante Luizinho (ex-Santos e Flamengo) que encerrou a carreira no final do ano passado. A equipe selecionou alguns jovens oriundos do futebol amador da região, para fazer parte do elenco. O técnico é o jovem e competente Marcelo Albino, 37 anos, que vem de bons trabalhos na Esportiva de Guaxupé e Poços de Caldas. No gol, há 2 boas opções: Glaycon (ex-América) e Thiago Régis (ex-Guarani). Felipe Caldeira (remanescente de 2017) e Michel Elói (ex-Guarani) são jogadores de boa técnica e versatilidade. Os jovens Usiel, João Gabriel e Hiwry foram “garimpados” nas peneiras. Os atacantes Kanu ( campeão mineiro 2005 pelo Ipatinga) e Bruno Mineiro (ex-América, Portuguesa e 325 times), ambos de 35 anos, dão o toque de experiência á equipe. Chegaram de última hora o atacante Naílson de 25 anos (ex-Mamoré) que é opção de velocidade e o zagueiro Guilherme de 22 anos (ex-Coimbra).

O cara: Bruno Mineiro. Centroavante goleador, tem boa mobilidade e é ótimo finalizador. Passou por vários clubes importantes (América, Atlético PR, Portuguesa). É aposta de gols do Betinense.

Bruno Mineiro: melhor que Van Nilstelrooy

O que pode ajudar: A infra estrutura encontrada em Nova Serrana é muito boa. O estádio Arena do Calçado é moderno e confortável. Ao contrário de outros clubes tradicionais, o Betinense tem “dono” – o empresário Juninho André – e não sofre pressão externa. 

O que pode atrapalhar: Como todo clube jovem, criado por iniciativa de empresários, o Betinense não conseguiu angariar a simpatia de sua cidade natal. Chega agora a Nova Serrana e praticamente não tem torcida, e a Arena do Calçado vazia, vira um campo neutro.

Marcelo Albino é o comandante do time após
boa campanha com o Poços na Segundona

Palpitômetro: Se o acesso bateu na trave em 2017, esse ano a classificação ás semifinais é pouco provável. Em fase de reestruturação, a equipe aurinegra deve se contentar com o meio da tabela; é bom olhar para a temida zona de degola.



CAP Uberlândia

“Vacinado” por escapar do rebaixamento na última rodada em 2017, dessa vez o CAP não quer correr riscos e se preparou melhor. O técnico é novamente o experiente Luiz Eduardo, 52 anos, ex-goleiro do Atlético nos anos 80 e que coleciona vários acessos em MG. Nos últimos anos, não conseguiu fazer bons trabalhos. O goleiro é o jovem Felipe Ramos (20 anos, ex-Goiás). Na zaga, o experiente André Alves, 36 anos, vem de 2 títulos seguidos em 2017, com Ipatinga (2ª divisão) e Patrocinense (Módulo II). Willians Jr, 23 anos (outro ex-Villa Nova) é lateral canhoto de muito boa técnica. Vai comandar a defesa. Paulinho (24 anos, ex-Betinense) é volante de contenção, muito firme na marcação e com boa saída de bola. O meia Junior Paraíba (ex-URT) é jogador de muita força e movimentação. É  acima da média. Fortalecem o setor canhoto da equipe. Na frente, o esperto Cassiano (campeão da 2ª divisão 2016 com o Tupynambás) é o homem de velocidade. Bruno Henrique (ex-Uberaba) e Wellington Jr (remanescente de 2017) são as esperanças de gols.
  
O cara: André Alves. Zagueiro muito firme, é ótimo no jogo aéreo e costuma fazer gols. Líder dentro e fora de campo, será a voz do treinador no elenco. Não costuma perder a viagem; se a bola passar, o atacante fica.

André Alves será o capitão e líder do CAP

Olho em: Paulinho. Volante com ótimo poder de marcação, desarma os adversários sem fazer muitas faltas. Formado na base do América, vem de boas temporadas no Betinense. É jogador extremamente regular.

O que pode ajudar: Disputando o Modulo II pelo 4º ano seguido, o CAP tem um técnico e atletas que conhecem  muito bem o torneio. A mescla de juventude e experiência  costuma funcionar.

O que pode atrapalhar: Criado em 2010 pelo ex-atacante Gilson Batata, o CAP é mais um clube “sem torcida”. Jogando no gigantesco Parque do Sabiá, com pouco público, praticamente não oferecerá pressão extra campo aos visitantes.

Luiz Eduardo: o "Rei do Acesso" quer mostrar que não perdeu a forma

Palpitômetro: É um dos times que podem surpreender. O objetivo é chegar as semifinais e brigar pelo acesso. Mesmo que não consiga, deve figurar na parte mais alta da tabela. Pode ser mais que um simples coadjuvante.



Democrata 
(Sete Lagoas)

Afastado do Módulo I desde que caiu em 2008, o Jacaré quer voltar á elite. O clube amargou também a queda para a Segunda Divisão no ano do centenário (2014). Clube tradicionalíssimo do interior mineiro, Democrata é uma das camisas mais “pesadas” da competição. O técnico é o experiente Gerson Evaristo, com vários acessos (Minas Boca, Formiga, Tupynambás) nos últimos anos. O bom goleiro Ranule é remanescente de 2017. O experiente Carciano (ex-Villa Nova), 36 anos também permanece no clube e comanda a defesa. Caetano (ex-Desportiva ES) é volante com muito poder de marcação. Os meias são o ponto forte do time. Juninho Matozinhos (ex-Ipatinga) é um armador clássico, e bate muito bem na bola. Luciano Mandi (ex-São Caetano) também auxilia na criação. Além deles, o jovem amazonense Marreco (ex-Bétis) 21 anos, é ótima aposta. Na frente, o rodado Rodrigo Pardal (ex-Social) é atacante ágil e habilidoso. De última hora chegou o lateral Danylo (ex-América).

O cara: Juninho Matozinhos. Prestes a completar 28 anos, Vander Lucio Rodrigues Junior, é meia armador de muita técnica e habilidade. Tem nas bolas paradas uma arma mortal. Será o maestro do Democrata no campeonato.

Juninho Matozinhos será o cérebro do time

Olho em: Marreco. O meia Gabriel Soares (20 anos) é jogador de boa técnica e muita visão de jogo. Formado nas categorias de base do Estrada Real de Ouro Branco, foi destaque do Bétis (da mesma cidade) na Segunda Divisão 2017. Tem potencial para crescer.

Marreco: o único destaque do Betis na Segundona terá
sua oportunidade no Democrata

O que pode ajudar: O momento é positivo. Clube tradicional e “de camisa”, o Democrata tem total apoio da cidade (imprensa, torcida, etc). Com boa mescla de jovens talentosos e atletas experientes; o time é “cascudo”. 
   
O que pode atrapalhar: A mesma torcida que tanto apóia, ás vezes tem pouca paciência com o time, especialmente nos jogos em casa. A pressão pode prejudicar. Além disso, a Arena do Jacaré e um estádio grande, e com pouco público não chega a pressionar os visitantes.

Palpitômetro: Democrata mira o acesso. Candidato não só a se classificar para as semifinais, como também a brigar por uma das vagas na elite mineira, o Jacaré é uma das boas apostas do torneio.



Guarani 
(Divinópolis)



Ressabiado com a mal sucedida parceria com o América ano passado, o jovem presidente Vinicius Morais optou pela volta ás origens para o Bugre tentar o acesso. Clube tradicionalíssimo do interior mineiro, vem com força total em 2018. O técnico é o competente Gian Rodrigues, 45 anos, em sua 3ª passagem por Divinópolis (as outras foram em 2011-12 e 2015). Esteve no Modulo II 2017 pelo Social. No gol, Leandrão (ex-Boa) é experiente e seguro; volta ao clube pela 3ª vez. O jovem Neto (ex-Araxá) é reserva de bom nível. Na defesa, o xerifão Elder (ex-Democrata-7L) é zagueiro muito firme. Amigo fiel das canelas adversárias. Ricardo Luz (ex-Social) é lateral de boa técnica e apóia razoavelmente. Pode ser um desafogo pela direita.Thiago Balaio (ex-Valério) é lateral de muita força pela esquerda. Também pode atuar no meio campo. O volante Kauê vem de boa passagem pelo Ipatinga. Sai bem pro jogo. Os meias Leomir (ex-URT) dá o toque de experiência ao setor, que tem Alemão (ex-Social), jogador de confiança do treinador.  O municiamento do ataque fica a cargo do dinâmico Magalhães (ex-Betinense), jogador experiente e de muito bom nível. Na frente, Pedrinho (ex-Patrocinense) é referencia na área, e Paulo Morais (ex-Primavera-SP) é jogador de mais mobilidade. As boas opções são os jovens Diego Silva, jogador extremamente ofensivo e Victor Lamounier, ou "Vitinho" natural da cidade e que foi um dos únicos que se salvaram na pífia campanha de 2017.

O cara: O experiente Thiers Magalhães (29 anos) não tem só nome de craque. Formado na base do Cruzeiro, é jogador muito acima da média. Meia atacante de boa técnica, tem força para chegar bem no ataque e ainda auxiliar na marcação. É muito bom jogador.

Magalhães esteve no último grande time do Guarani, em 2012
quando o Bugre se classificou pra Série D

Olho em: Diego Silva. Jovem atacante (20 anos) com passagens pela base de AMDH e Araxá, fará sua estréia no profissionalismo. Jogador extremamente vertical, tem faro de gol e finaliza muito bem. É artilheiro nato, com muito potencial de crescimento.

O que pode ajudar: A torcida é fanática e empurra o Bugre nos jogos no Farião, onde dificilmente é batido. O time é bom, o técnico é competente. Tem tudo pra dar certo.

Diego Silva: o jovem atacante pode ter a grande chance num time 
mais arrumado

O que pode atrapalhar: A urucubaca que persegue o Guarani nos últimos anos. Único clube já rebaixado do Modulo I com 12 pontos (com improvável goleada do Tricordiano sobre o Atlético no Independência), o Bugre fez parceria com tudo pra dar certo junto ao América ano passado e quase foi rebaixado. Esse ano, um banho de sal grosso no Farião cairia bem.

Palpitômetro: O Bugre entra muito forte na competição. Se já seria candidato natural pela tradição e força da camisa, a montagem do time foi bem feita. Briga pela classificação ás semifinais e pelo acesso.



Ipatinga



O Tigrão de Aço está de volta em grande estilo. Depois de amargar um humilhante rebaixamento para a Segunda Divisão em 2016, o clube se reinventou e ganhou com folgas a Segundona do ano passado. A volta de Amarildo Ribeiro, um dos maiores conhecedores do futebol mineiro, trouxe também maior apoio financeiro do empresariado local. Teoricamente, é o time mais forte do campeonato. O técnico é o vitorioso Eugênio Souza (Campeão Brasileiro 2014 com o Tombense), com passagens de sucesso por vários clubes do interior. No meta, o goleiro artilheiro Márcio (37 anos, ex-Atlético-GO) é grande contratação. O  jovem Alencar (ex-base do Cruzeiro) permanece no clube. Hoje é mais goleiro que o provável titular. A defesa tem Julio Precata, jogador muito vigoroso na lateral direita. Sobe bem ao ataque. Na zaga, destaque para Euller Viana (ex-Tupi), que marcou 5 gols pelo Coimbra na última Segundona. Jogador de boa técnica, tem potencial para evoluir. Washington (ex-Tupynambás) também é zagueiro de bom nível. O meio campo é recheado de bons jogadores. Denilson (ex-Guarani) é volante “carrapato”, muito bom na marcação. Eurico (ex-Cruzeiro) é  mais técnico, com boa saída de bola. Diego Fumaça (ex-Valério) é boa opção para a posição. A armação fica por conta de Bernardo (ex-Cruzeiro e Vasco), grande atração do Tigre. Jogador de excelente técnica, Bernardo quer mostrar os incidentes fora de campo são coisa do passado. Patrick Allan (pela esquerda), ex América e Leandro Teixeira (pela direita), ex-Democrata GV, completam o setor. Que tem ainda o promissor João Willian (ex-Nacional), jogador de muita habilidade, que precisa ser mais consistente. Tecnicamente, é acima da média. No ataque, sobram opções. Danielzinho e Paulo Henrique, dupla de sucesso (fizeram juntos 24 gols) em 2017, permanece. Danielzinho (ex-Boa) é jogador de velocidade. PH (ex-Atlético) é o típico camisa 9, homem de referencia na área. Fez 17 gols na Segundona 2017. Para reforçar o poder de fogo, chegaram Lessinho (ex-Tricordiano), jogador extremamente promissor, Halef Pitbull (ex-Santa Cruz) e Lourival (ex-Democrata-GV).
É muita qualidade em várias formações possíveis.

Multicampeão nas divisões de acesso em MG
Eugênio Souza comanda o time de novo

 O cara: Bernardo. Jogador surgiu como craque no Cruzeiro, mas quase sempre esteve envolvido em turbulências extra campo. Passou por Vasco, Palmeiras e Coritiba alternando sempre momentos de excelente futebol com fases não tão muito positivas. Se mantiver a cabeça no lugar (tem 27 anos), tem tudo para ser o grande nome do Tigrão em 2018.

O "problemático" Bernardo. Potencial pra ser o craque 
do campeonato

Olho em: Lessinho. Atacante que se destacou na desastrosa campanha do Tricordiano em 2017, disputou a Serie C pelo Mogi Mirim. É muito rápido e habilidoso. Chega bem na área e ajuda na recomposição defensiva. Tem 22 anos.

O que pode ajudar: Ipatinga vive momento muito favorável. O plante é de alto nível e as opções do treinador são inúmeras. Tem tudo para fazer um grande campeonato.

O que pode atrapalhar: O favoritismo. No papel, Ipatinga é muito superior aos concorrentes. Mas “o jogo é jogado”, especialmente nos matas matas.Não pode deixar que a soberba e ego inflado de alguns atletas, atrapalhem a harmonia do grupo. O goleiro Márcio, famoso por marcar gols de faltas e pênaltis, é na verdade um grande “chama gol”. Pode comprometer.

Palpitômetro: Favorito disparado não só ao acesso, mas também ao título, Tigrão deve “sobrar” em alguns jogos. Se tudo correr dentro do esperado, deve voltar a elite mineira em 2019.



Mamoré 
(Patos de Minas)



Disputando seu terceiro Módulo II seguido, o tradicional Sapo de Patos de Minas vem animado e sob nova direção. O presidente Kelson Clemente é jovem e empreendedor. Valorizou a parte administrativa trazendo o gestor Bruno Noventa e o competente Ludyo Santos para ser o coordenador técnico. Wantuill Rodrigues, técnico conhecido e muito respeitado no interior mineiro, é o treinador. Vem de passagem mal sucedida pelo Ipatinga.  Kaiky (ex-Uberaba), formado na base do Cruzeiro, é bom goleiro. A defesa terá a liderança de Márcio Paraíba (ex-Volta Redonda), 33 anos, que já defendeu o clube em 2014. Os volantes são Pedro Filho, emprestado pelo Atlético e Marcelo Brandão (ex-Villa Nova), que chega mais ao ataque. Os meias são o ponto forte da equipe. Djair (27 anos, ex-Coritiba) atua mais pela direita. Evandro Russo, (32 anos, ex-Guarani) volta ao clube pela 3ª vez. É jogador de ótima técnica e visão de jogo. Jouberth (30 anos, ex-Uberaba) é meia bem mais veloz e ofensivo. André Mococa (32 anos, ex-Velo Clube-SP) completa o setor. No ataque, o veterano Luizinho (38 anos, ex-Caldense), é ídolo da torcida verde e mais uma vez a esperança de gols. Terá a companhia de Vitinho Abuda (ex-América-TO).

O cara: Luizinho. O pequenino atacante baiano está na 5ª temporada pelo Mamoré. Ainda muito ágil e veloz, conhece bem os atalhos do campo. Salvou o Mamoré do rebaixamento em 2017.

O veterano Luizinho é o "novo Pael": 
quase 40 anos de Mamoré

Olho em: Vitinho Abuda. Atacante rápido e “liso”, foi dos poucos que se salvou na desastrosa campanha do América TO em 2017. Aos 20 anos, deve ter maior sequência de jogos no Mamoré.

O que pode ajudar: O clube procura se modernizar. A gestão de futebol tem gente que conhece do riscado. O estádio Bernardo Rubinger é amplo e confortável.

O que pode atrapalhar: Tradicionalmente, a torcida do Sapo não tem muita paciência com resultados negativos (especialmente em casa) e a “corneta” é forte em Patos. Falta um atacante de referencia mais “cascudo” no time.
A experiência de Wantuill poderá fazer a diferença pro Sapo

Palpitômetro: O objetivo do Mamoré é o acesso; mas não será fácil. O time tem boas peças em alguns setores, mas é carente em outros, e não tem tantas opções para reposição. Pode chegar ás semifinais e atropelar.  Mas corre por fora. 



Nacional 
(Muriaé)

Ausente da elite mineira desde 1980, o NAC investiu bastante e vem com força total pra disputa. Quer bem mais que o 4º lugar obtido ano passado. O técnico é Márcio Pereira, 55 anos, ex-goleiro de Atlético e Cruzeiro nos anos 80. Volta ao clube depois de conquistar o acesso com o vice campeonato da Segundona em 2014. O goleiro é Thulio, 22 anos, que vem de boas temporadas no Betinense. A defesa tem o versátil Paulo Roberto Prestes Jr (30 anos, ex-Tupi), que pode atuar em várias posições. Terá a seu lado o experiente Maceió (ex-Tiradentes-CE), zagueiro muito firme. O jovem Gabriel Deza (ex-Villa Nova) também é boa opção. Também pode atuar na zaga ou no meio campo. Michael Herbert (ex-Mamoré) já é lateral mais forte na marcação e bate muito bem na bola. O volante Rodrigo Paulista (30 anos, ex-Tricordiano) é rodado e sabe ditar o ritmo do jogo. É bom jogador. A armação fica por conta do talentoso Danilo (26 anos, ex-Tombense), em sua 3ª passagem por Muriaé. É meia esquerda muito técnico, mas precisa ser mais competitivo. Na frente, o poder de fogo é grande. Gleidson Baianinho (ex-América-TO)  é atacante de muita velocidade, quase um ponta direita á moda antiga. Jajá (31, anos, ex-Cruzeiro) é atacante de muito bom nível. Acostumado a ser decisivo. Terá concorrência de Michael Paulista (23 anos, ex-URT), conhecido goleador do interior mineiro. Igor Bádio (22 anos, ex-Ponte Nova) pode ser a boa surpresa. Tatuí (26 anos, ex-Oeste SP) completa o ataque. É jogador de mais mobilidade. Nesta última semana chegaram o lateral Marcelinho de 23 anos ex-Betinense, jogador muito forte fisicamente e Michael, 24 anos, lateral esquerdo, ex-Mamoré. Firme na marcação e bate muito forte na bola. É acima da média

O cara: Danilo. Meia armador á moda antiga, tem canhotinha extremamente bem calibrada. Jogador de técnica muito acima da média, sofre um pouco com a falta de consistência em alguns jogos. É ídolo em Muriaé.

Danilo

Olho em: Igor Bádio. Centroavante típico, é exímio finalizador. Apareceu muito bem fazendo 10 gols na 2ª divisão 2017 pelo modestíssimo Ponte Nova. É muito oportunista e acredita em todas as bolas.

Igor Badio: depois de ótima campanha na Segundona terá grande
chance com o NAC

O que pode ajudar: Nacional tem oferece ótima infra estrutura: estádio, alojamentos, etc... O time é de bom nível, com jogadores “cascudos” e jovens revelações. Tem muita chance de “encaixar”.

O que pode atrapalhar: O histórico de “bater na trave” persegue o NAC, que esteve muito próximo do acesso nos últimos anos. O bom nível do grupo de atletas merecia um treinador mais tarimbado.

Palpitômetro: NAC vem para brigar pelo acesso. É candidato a classificação às semifinais. Menos que isso, seria considerado um fracasso. É boa aposta para surpreender.



Social 
(Coronel Fabriciano)


Disputando seu oitavo Módulo II consecutivo, Saci é clube que está há mais tempo ininterruptamente nessa divisão. Enfrentando crônicos problemas financeiros, 2018 deverá ser mais um ano de ambições modestas para a torcida socialina. O técnico é Conrado Ramos, 32 anos, ex-atleta do clube. Será o 2º mais jovem treinador do torneio. O elenco ainda se encontra em processo de montagem, e tem poucos destaques. Igor Hass (ex-Paulista-SP) é o goleiro. O lateral direito Arílton (28 anos, ex-Paraná) é o nome mais conhecido do grupo. Jogador de boa técnica, vai muito bem ao ataque. Jordã (34 anos, ex-URT) é volante de contenção, com muito poder de marcação. Zandoná (28 anos, ex-Bragantino) é o homem de criação. Na frente, Dodô (29 anos, ex-Audax-RJ) é jogador de área e o jovem Paulinho (21 anos, ex-Villa Nova) atua mais pelas extremas. É o atleta mais talentoso da equipe. Os reforços de última hora são o bom lateral Gleissinho de 22 anos ex-Betinense e o zagueiro Vareta de 21, ex-base do Villa. Bom no jogo aéreo.

O cara: Arílton. Jogador formado na base do Inter RS, conhece bem o interior mineiro (passou por Nacional de Nova Serrana e Villa Nova). Muito bom tecnicamente, é lateral muito ofensivo.

Arílton: base forte e experiência

Olho em: Paulinho. Atacante surgiu como craque na base do Villa Nova e estreou entre os profissionais com apenas 17 anos. Jogador muito acima da média, enfrentou problemas disciplinares devido ao temperamento explosivo. Passou pelo Botafogo-SP e volta ao Social como a grande esperança do clube.

Atacante Paulinho

O que pode ajudar: A torcida do Saci é altamente inflamada e costuma transformar o acanhado Louis Ensch em um alçapão para os visitantes. Social tradicionalmente é time de muita raça e luta.

O que pode atrapalhar: A situação financeira é difícil e o elenco é limitadíssimo. Ainda não conseguiu liberar o Louisão para receber seus jogos. Vai estrear na 1ª rodada sem apoio da torcida, com portões fechados.

Palpitômetro: As perspectivas do bravo Social não são boas. No papel, é um dos times mais modestos do campeonato. Certamente ficará longe da disputa pelo acesso. Candidato a freqüentar a zona de rebaixamento.



Tricordiano 
(São Gonçalo do Rio Abaixo)



Recomeço. Essa é a palavra de ordem no Tricordiano. Rebaixado na lanterna sem nenhuma vitória no Modulo I em 2017, o clube foi despejado (literalmente) do estádio Elias Arbex pela prefeitura de Três Corações. Fechou parceria com a cidade de São Gonçalo do Rio Abaixo, cerca de 400km distante de sua sede original. O técnico será Reinaldo Lima, maior ídolo da história do Atlético, mas ainda sem nenhum trabalho vitorioso como treinador. A montagem do time teve participação ativa do competente  Marcelo Mabília, ex-jogador do Grêmio e ex-técnico do Tombense, que trouxe alguns atletas do Tubarão de Santa Catarina. Aleks (ex-Nacional de Rolândia-PR) é o goleiro. A dupla de zaga é jovem:  Aldo Henrique (22 anos, ex-Tubarão SC) e Prachedes (21 anos, ex-Nova Iguaçu-RJ). André Pereira (22 anos, ex-América-SP) e Vitão (23 anos, ex-Tubarão-SC) jogador canhoto  extremamente vigoroso e forte no apoio, são os laterais. Juliano (22 anos, ex-Ceará) é jogador versátil, podendo atuar na lateral direita ou como volante. Os veteranos zagueiros Álvaro (40 anos, ex-Flamengo e Seleção Brasileira) e Adriano Lobinho (38 anos, ex-Atlético) foram dispensados após período inicial de treinamentos e não defenderão o Galo.  O meio é composto basicamente por atletas oriundos do futebol gaúcho: Marlon Bica, 23 anos, volante formado na base do Inter e com passagens pelas Seleções de base; meias Kairon (22 anos, ex-base do Grêmio), jogador de grande habilidade; Baianinho (25 anos, ex-Passo Fundo)  e Julio Santana (24 anos, ex-Pelotas). Wangler (25 anos, ex-Tombense) é bom articulador. Rickson (29 anos, ex-Vilavelhense-ES) e Paulo Vinicius (23 anos, outro ex-Tubarão SC) completam o setor. Na frente, Igor Mutante (22 anos , ex-base do Gremio) e Rudimar (31 anos, ex-Uberaba) são os homens gol. O canhoto Thiaguinho (26 anos, ex-base do Cruzeiro) é opção de habilidade e velocidade pelas extremas. O veterano Brasão, (38 anos, ex-Camboriú-SC) que chegou a ser anunciado, não vem mais.

Reinaldo como técnico. A pergunta é: dura até quando?

O cara: Rudimar. Atacante de muita força física, tem bom posicionamento na grande área. Rudigol conhece bem o campeonato, já tendo defendido Patrocinense e Uberaba. É jogador de referência e finalização. Bom no jogo aéreo.

RudiGol: centroavante com faro de gol pode
decidir a favor do Galo

Olho em: Wangler. Meia armador com grande visão de jogo, pode cadenciar ou acelerar a partida de acordo com o interesse do time. Bate muito bem na bola.

O que pode ajudar: A mudança de ares para uma cidade que nunca teve futebol profissional, pode ser benéfica, caso a população “abrace” o clube. A maioria dos atletas são desconhecidos em MG, e podem surpreender os adversários desavisados.

O que pode atrapalhar: Muita coisa. O clube está muito longe de casa e perde a força da fanática torcida que incendiava o Elias Arbex. O presidente Gustavo Vinagre é homem de posições fortes, e algumas vezes, entra em rota de colisão com a FMF. O elenco é no mínimo enxuto  e Reinaldo está longe de ser o treinador ideal. Marcelo Mabília deve ser o técnico “de fato”

Palpitômetro: Tudo indica dificuldades terríveis para o Galo do Sul em 2018. Teoricamente, frequentará a parte de baixo da tabela. Será preciso muita luta e superação para reverter os prognósticos iniciais. Se o time der liga, pode surpreender e ameaçar os favoritos.



Tupynambás 
(Juiz de Fora)

O Baeta foi uma das grandes surpresas do campeonato de 2017
Animado pela boa campanha em 2017, quando chegou ao hexagonal final, o Baeta promete surpreender novamente esse ano. Comandado pelo excelente Alberto Simão, um dos maiores conhecedores do futebol mineiro, o clube investiu na mescla de atletas experientes e jovens promissores. O técnico é Guliherme Humberto Silveira, o Guiba, de 45 anos. Ex atleta do Villa Nova nos anos 90, obteve ótimos resultados na categoria sub20, sendo bi campeão mineiro do interior pelo próprio Villa em 2016 e pelo Araxá em 2017.  No gol estará Glayssão, lenda viva do futebol mineiro. Aos 39 anos, defenderá seu 17º clube diferente no estado. A defesa tem o experiente lateral Catatau (34 anos, ex-Fast AM), ainda muito vigoroso. O  jovem Belo Vale (21 anos, ex-Araxá) é jogador de boa técnica e deve ser o xerife do time. O lateral Wilson também veio do Araxá. No meio, Churrasco (21 anos, outro ex-Araxá) é volante de contenção e bate muito, sem maiores cerimônias. Bryan Silva (27 anos, ex-Nacional de Uberaba) é volante de melhor trato com a bola. Os meias são muito talentosos. Felipe Linhares (25 anos, ex-Valério) é muito bom tecnicamente; precisa ser mais participativo. Fillipinho (21 anos, ex-Atlético) é meia atacante extremamente habilidoso. Sofreu muito com lesões seguidas, mas tem bola pra desequilibrar. Terá a boa parceria de Bilu (ex-base do Villa Nova), jogador  mais objetivo, que entra mais na área adversária. Completa o setor, o regularíssimo Aurélio (24 anos, ex-Jacutinga), que dificilmente joga mal. É jogador muito consistente. Na frente, o veteraníssimo Ademílson, 43 anos, está de volta ao Baeta. Ainda não esqueceu o caminho das redes adversárias. O esperto Yan Carlos (mais um oriundo do Araxá) é muito rápido e habilidoso, quase um ponta esquerda á moda antiga. Richard Tank (ex-Villa Nova) é opção de força no ataque. Chegaram por último o goleiro João Paulo, 22 anos, campeão da Segundona pelo clube em 2016. Bom reserva para a LENDA Glayssão e o volante Guiu, 22 anos, ex-base do Villa. Sai bem pro jogo.

Glayssão: LENDA do interior mineiro

Os caras: Excepcionalmente, aqui teremos uma dupla. Glayssão é mais que ídolo por onde passou; é quase uma entidade. E ainda é muito bom goleiro. Um dos atletas de melhor caráter que passaram pelos nossos gramados. Já o atacante Ademílson (ou Ademíssil), tem até busto no estádio Mário Helênio. Somam juntos, 82 anos de muito bom futebol.

Ademílson: LENDA do interior mineiro
Olho em: Yan Carlos tem tudo para ser uma das maiores revelações do torneio. Desde as categorias de base do Villa Nova, mostrou ser jogador diferenciado. É muito “liso” e tomou gosto por balançar as redes no Araxá.

O que pode ajudar: O Baeta, tido como “o clube da família” goza de muito carinho e prestígio em Juiz de Fora. O time é de bom nível, com jovens promissores e dois ídolos extremamente carismáticos. O técnico Guiba fala muito bem a língua da boleiragem. E o gestor Alberto Simão conhece muito de futebol. Em todos os aspectos.

O que pode atrapalhar: Ainda que Glayssão e Ademílson subam a média de idade do grupo, o elenco é extremamente jovem; em um torneio dificílimo como o Módulo II, pode ser fatal. A folha salarial é das mais baixas do torneio, e assim o elenco fica sem tantas boas peças de reposição.

Guiba: outra LENDA do interior, mas diferente dos outros dois
este estará fora do campo

Palpitômetro: Dificilmente o Baeta brigará pela classificação as semifinais. Um dos objetivos do clube será revelar jovens jogadores. Se não pode deixar de atentar para a zona de degola, o mais provável é que faça um campeonato correto, se mantendo no bloco intermediário.       



Uberaba



Em sua 3ª temporada no Módulo II, o Zebu promete brigar pelo acesso. O técnico é o jovem e extremamente promissor Neto Pajolla, 32 anos, o mais novo entre todos os treinadores do torneio. Foi auxiliar de Rodrigo Santana no Juventus SP e URT. Conhece muito de futebol. O goleiro é o gaúcho Dudu Cechin (31 anos, ex-Crac-GO). A defesa tem a firmeza de Linno (35 anos, ex-Barretos SP) e Darlan (23 anos, ex-Rio Branco-PR), muito bom no jogo aéreo. Rafael Compri (22 anos, ex-URT) pela direita e Bruno Teixeira (21 anos, ex Red Bull) pela esquerda, são os laterais. Carlinhos (24 anos, ex-Parnahyba-PI) e Luan (23 anos, ex-Maringá-PR) fecham a defesa. Na volância, a briga é boa. O experiente Sidney (30 anos, ex-América-RN) deve ser titular. Alex Goiano (22 anos, ex-Nacional de Patos-PB) é jogador de marcação. Gabriel Vieira (23 anos, ex-Marcílio Dias-SC) chega mais á frente. Terão ainda a concorrência de Vitor Tonon (21 anos, ex-Ituano), jogador de boa técnica e visão de jogo. Os meias também tem muita qualidade; tanto Diego Serra (23 anos, ex-Salgueiro-PE) quanto Lucas Crispim (30 anos, ex-Tubarão-SC) são jogadores de bom nível. Melhor ainda é o habilidoso Rafael Oller (22 anos, ex-URT). Edinho (25 anos, ex-Democrata-GV) é meia atacante canhoto que busca sempre o gol. Jogador de velocidade, finaliza muito bem. Thiago Cavalcanti (33 anos, ex-Atlético) é o responsável por balançar as redes adversárias. É matador. O jovem Guilherme Teixeira (21 anos, ex-Botafogo SP) fecha o ataque.

O cara: Thiago Cavalcanti. Centroavante típico, tem o chamado “cheiro de gol”. Com boas passagens por Atlético, Coritiba e Sampaio Correa, volta ao estado depois de ser campeão do Modulo II pelo Democrata GV em 2016.

Tiago Cavalcanti: experiência não faltará ao ataque do Zebu


Olho em: Rafael Oller. Meia atacante formado na base do Santos, foi um dos principais jogadores da boa temporada 2017 da URT. Tem ótimo passe e costuma chegar na área adversária para finalizar em gol. É diferenciado.

O habilidoso Oller, destaque da URT

O que pode ajudar: O Zebu tem planejamento e organização bem definidos para 2018.  Tem um dos técnicos mais promissores da nova safra. Jogadores experientes em posições cruciais e situação financeira estável. O momento é positivo.

O que pode atrapalhar: Se sobram bons valores do meio pra frente, a retaguarda fica um pouco abaixo do desejado. O nível de exigência em Uberaba é altíssimo e a torcida (e imprensa) não costumam ser muito pacientes com resultados negativos.

Palpitômetro: Ausente da elite há 6 anos, o clube chegou a amargar 2 anos na Segundona. Tem tudo pra ir além do 5º lugar de 2017. Certamente é um dos candidatos a chegar entre os 4 finalistas. Embora não seja favorito, tem bola para conseguir o acesso. 

Leia Mais

Guia do Campeonato Mineiro 2018


Vai começar mais um Campeonato Mineiro!

E como já é tradição aqui no blog, apresentamos na visão do grande Wilson Manula o guia completo dos times do interior do estado na disputa de mais este Estadual.

Dificilmente alguma equipe vai conseguir repetir o feito do Ipatinga, campeão em 2005, ou mesmo da Caldense (vice em 2015) e enfrentar de igual pra igual os poderosos clubes da capital. A diferença técnica e de investimento é gigantesca. De modo geral, esse deve ser um campeonato de muito equilíbrio onde as forças se equivalem. Futebol se decide no campo e é sempre difícil prever o que vai acontecer. Esse guia pretende mostrar um pouco de cada equipe e o que se pode esperar de cada uma delas.

TEORICAMENTE, Uberlândia e Tombense surgem como as maiores forças. O Democrata-GV enfrentou muitas turbulências e no papel, fica um pouco abaixo do “grupo dos 9”. As outras seis equipes estão mais ou menos niveladas, com pontos fortes e carências variadas em todas elas. Muito pode se falar antes do campeonato; mas quando a bola rolar, os corações de nove bravos clubes vão estar junto com ela em cada quique, em cada chute, em cada defesa e sobretudo em cada gol. É hora de emoção em todos os cantos das nossas Minas Gerais.   


BOA ESPORTE
Varginha


Voltando á elite após um ano no Módulo II, o clube muda a maior parte do plantel que fez boa campanha na Serie B 2017, como faz costumeiramente. Comandado pelos irmãos Rildo, Roberto e Rone Moraes, a equipe se estabeleceu mesmo em Varginha. O técnico é Sidney Moraes, ex-meia de São Paulo nos anos 90, em sua 2ª passagem pelo Boa. No gol, a briga é entre Fabricio (ex-J.Malucelli-PR), titular em 2017 e o jovem promissor Igor Rayan (ex-Tupynambás) que são treinados pelo excelente Ronaldo Gontijo. A zaga tem o experiente Renato Justi (ex-América) e Anderson Mauro, titular ano passado. Caíque (ex-Linense-SP) também permanece no clube. Vitor Baffana (ex-Altos-PI) é outra opção. Os laterais são Igor (ex-Sport) e o ofensivo Joazi (ex-Náutico), pela direita e o experiente Christianno (ex-Vasco) pela esquerda. Sapé (ex-Botafogo-PB) e Amaral (ex-Flamengo) são os homens de marcação. O aguerrido Lucas Hulk (ex-Villa Nova) é boa opção no banco. O paraguaio Nelson Ruiz (ex-Nacional da Bolívia) e Marcílio (ex-Santa Cruz) saem mais para o jogo.  A organização fica por conta de Diego Luiz (ex-Tupi) e do jovem Alyson (ex-São Bernardo). Na frente a aposta da vez é Gerônimo (revelação ex-Náutico). João Guilherme (ex-Foz do Iguaçu) completa o ataque.

O cara: Renato Justi

Zagueiro muito técnico e experiente vem de passagem sem sucesso pelo América. Aos 29 anos, será o homem de segurança da defesa.

Olho em: Igor Rayan


Goleiro formado na base do Cruzeiro, tem boa estatura e ótimo tempo de bola. Isputará seu 1º mineiro do Modulo I aos 24 anos. Sai muito bem do gol.

Figurinha Carimbada: Lucas Hulk

Volante extremamente vigoroso é muito duro na marcação. Ás vezes exagera na pegada. Tem 25 anos e o Boa é seu 9º clube no estado. Passou por Villa Nova, Caldense, Ipatinga, Formiga, Betinense, Uberaba, Patrocinense e Nacional de Muriaé.

O que pode ajudar

O Boa é comandado por gente que “conhece”. Faz boas contratações e aposta em jovens com potencial. E Radamés não está mais no time.

O que pode atrapalhar

A rotatividade de atletas no clube é extremamente grande, o que prejudica o entrosamento da equipe. O Melão é um estádio grande e com publico reduzido, se torna um campo neutro. E Radamés não está mais no time.

Palpitômetro

O Boa EC tradicionalmente prioriza o campeonato brasileiro. A idéia é usar o mineiro como experiência. Deve fazer campeonato discreto, sem brilho, mas sobretudo sem sustos. Deve estar entre os 8 classificados.



CALDENSE
Poços de Caldas

Tome da Caldense vice-campeão em 2015

Último clube do interior a desafiar a supremacia da capital (foi vice campeã em 2015), a Veterana vem bastante reformulada em 2018. O técnico é o rodado Zezito, 60 anos, técnico mais velho entre todos que disputam o Módulo I. No gol, Omar (ex-Bahia) é arqueiro de alto nível. Fernando (ex-Poços) é o suplente. Jefferson Feijão, há 4 anos no a lateral direita. Apoia bem e finaliza de média distância. Na esquerda, Jonathan Moc (27 anos, ex-Villa Nova) é jogador muito versátil. Pode atuar compondo o meio. Fernandinho (ex-URT) é boa opção. A zaga tem a experiência e categoria de Marcelinho (34 anos, ex-Flamengo). Ao seu lado, Robinho (ex-Uberlândia), forma ótima dupla. Os reservas são de bom nível. Os jovens Davy Einstein (ex-Valério) e Lazarini (prata da casa) dão conta do recado. O volante Mineiro (31 anos) vai para o 4º ano no clube. Ao seu lado, Arílson (ex-Poços) forma dupla fortíssima na marcação. Jean (ex-Boa) e Lucas (ex-Mogi Mirim) batalham vaga no time titular. Na armação, as opções são Djalma (ex-ASA), jogador técnico, mas inconstante. Charles (ex-Mamoré) dá mais dinamicidade ao time. Matheus (21 anos, veio da base) e Anderson Rosa (24 anos, ex-Capivariano) são as apostas jovens. Marquinhos (ex-América), com cidadania búlgara, é a “atração” internacional. O ataque perdeu o artilheiro Luiz Eduardo para o Brasil de Pelotas há poucos dias da estréia. Chance para William Emanuel (ex-Poços) que fez uma ótima Segundona pelo “vizinho” mostrar seu potencial. Neilson (ex-São Paulo-RS) chegou para ser o homem de referência na área. Os experientes Potita (33 anos, ex-Gama-DF) e Juninho (32 anos, voltando ao Brasil após 9 temporadas na Europa) são as opções de velocidade. Nos amistosos de pré temporada, a Veterana venceu o Red Bull 3x1, empatou em 0x0 com o São Bernardo e em 2x2 com o XV de Piracicaba, venceu o Desportivo Brasil sub-20 por 1x0 e empatou em 0x0 com o Velo Clube.

O cara: Omar



Goleiro baiano revelado pelo Santos, defendeu o Bahia por 7 anos. Tem ótima estatura (1,96m) e sai bem do gol. Aos 28 anos, terá a missão de manter a boa linhagem de grandes arqueiros da Veterana.

Olho em: Willian Emanuel

Atacante não tão jovem (tem 28 anos) apareceu muito bem na 2ª divisão defendendo o Poços de Caldas. Tem bom porte físico e se movimenta bem no ataque, além de ajudar na marcação. Bom finalizador. Jogador raçudo.

Figurinha carimbada: Marcelinho


Defensor que começou na lateral direita, nos últimos anos atua igualmente bem como zagueiro. Muito técnico, tem ótima saída de bola. Tem espírito de liderança. Aos 34 anos, será seu 4º mineiro pela Caldense. 

O que pode ajudar

A Veterana tem excelente infra estrutura e fez os melhores amistosos da pré temporada. Tem jogadores experientes que conhecem bem o campeonato.

O que pode atrapalhar

Caldense viveu processo eleitoral com divisão política recentemente. Venceu a corrente que considera os gastos do futebol muito altos para um clube social. Será o 1º mineiro sem o diretor Alex Joaquim em muito anos. A última equipe do técnico Zezito foi o Rio Branco-AC em... 2015.

Palpitômetro 

Acostumada a ser protagonista, dificilmente a equipe desempenhará esse papel em 2018. Com a redução de investimentos, diminuem também as ambições. Se classificar entre os 8, já estará de bom tamanho. 



DEMOCRATA
Governador Valadares


Salvo da degola com o 10º lugar em 2017, novamente a Pantera enfrentará muitas dificuldades. Passando por crise financeira e administrativa, o orçamento é enxuto e o clube recorreu até a “peneiras” com atletas da região. O técnico é Gilmar Estevam, ex-atacante do próprio clube. Vem de boa passagem pelo vizinho América de Teófilo Otoni. No gol, Thiago Rocha (ex-Rio Branco AC) atuou nos amistosos, mas Ramon (titular em 2017) e Doni (ex-América TO) brigam pela posição. Na zaga, o xerife Carlão, 27 anos é remanescente de 2017. Teria a seu lado Mateus (ex-Cruzeiro), que foi dispensado há poucos dias da estréia. Jeferson Faustino (ex-Audax-RJ) deve herdar a posição. As laterais são o ponto forte do time. Alan Silva, destaque do ano passado permance na direita. O versátil Henrique (ex-América) atua pela esquerda. Marcelo Rosa (ex-Villa Nova) e Kayo Dias (ex-Volta Redonda) são os volantes de contenção. Os experientes Quirino (30 anos, com passagem pelo futebol coreano) e Fernando (27 anos, ex-CRB) organizam o meio campo. O jovem Marcinho é boa opção. Ramon Osni, que surgiu como craque no Atlético, foi desligado há poucos dias do clube. Na frente, o habilidoso Guilherme Junio (ex-Democrata 7L) é jogador acima da média. Alex Gomes (ex-Boca Junior-SE) e Guto, jogador local que volta do futebol de El Salvador, completam o ataque. Nos amistosos de pré temporada, enfrentou duas vezes o capixaba Real Noroeste, empatando fora em 1x1 e perdendo no Mamudão por 0x1.

O cara: Allan Silva


Lateral formado no Cruzeiro foi um dos destaques do estadual em 2017. Apóia com desenvoltura. Tem técnica para jogar no meio campo. Bom jogador.

Olho em: Guilherme Junio

Atleta extremamente versátil pode atuar compondoo meio campo ou aberto no ataque. Tem muita velocidade e boa visão de jogo. Aos 22 anos, será seu 1º campeonato no Módulo I.

Figurinha Carimbada: Marcelo Rosa


Revelação do Mineiro 2013 pelo Villa Nova, Marcelo Rosa já rodou bastante para seus 26 anos. Passou por América, Portuguesa e ABC. Jogador de muita força na marcação, tem fôlego pra ajudar o ataque.

O que pode ajudar

A torcida é fanática e costuma empurrar a Pantera Cor de Raça. O estádio Mamudão vira um caldeirão. Gilmar Estevam conhece bem o campeonato. E Ramon não estará no time.

O que pode atrapalhar

A própria limitação técnica de um elenco modestíssimo. Se a defesa consegue se garantir, falta talento e força ofensiva. E Ramon não estará no time.

Palpitômetro

O objetivo é claro: conseguir se manter na elite. O fantasma do rebaixamento é ameaça real. Qualquer coisa além da permanência será lucro. Tradicionalmente, o Democrata é time de muita raça. Precisará de muita luta para cumprir sua missão.


PATROCINENSE
Patrocínio


Após 24 anos de ausência na elite do futebol mineiro, o CAP volta animadíssimo vindo de dois acessos seguidos. O técnico é o gaucho Rogério Henrique Alves, 38 anos, que pegou o clube na 2ª divisão em 2016 e conseguiu chegar ao módulo I. Treinador sério e disciplinador, geralmente monta equipes que trabalham bem a bola. No gol, Neguete (ex-Caldense) passa experiência e tranqüilidade. É um dos líderes do grupo. O jovem Cleysson, que participou da vitoriosa campanha de 2017, é um bom reserva. A defesa tem Rodolfo (ex-Uberlândia) e Diegâo (ex-URT) formam dupla fortíssima no jogo aéreo e não pedem licença ás canelas adversárias para chegar rasgando. Nilo (ex-Villa Nova) e Juninho (ex-Jacutinga) são ótimas peças de reposição. Os laterais são Angelo (ex Botafogo PB), jogador de muito vigor físico na direita. Na esquerda a briga é entre o experiente Danilo Tarracha (33 anos, ex-Linense) e Michael (ex-Mamoré), que é forte no apoio e bate muito bem na bola. Os volantes são Mário César (36 anos, ex-Tricordiano), jogador experiente e extremamente tático. Muito acima da média. Leomir (ex-Campinense) é mais de contenção. Os meias são todos habilidosos com técnica muito apurada. Bruno Moreno (ex-Villa Nova) apóia pela direita e cadencia bem o jogo. Assim como Juninho Arcanjo (ex-Atlético), que põe a bola onde quer. Jeferson Berger (ex-Uberlândia) compõe o setor pela esquerda. Diogo Peixoto (também ex-Uberlândia) também é armador. Na frente, as opções são muitas. O canhoto Ademir (em sua 3ª temporada no clube) é jogador de muita movimentação.  Assim como Rychely (ex-Aparecidense-GO). O goleador Marcelo Quilder volta ao clube. Gênesis (ex-Boa) e o experiente Marcelo Régis (ex-Caldense) também são homens de área. Paulinho Le Petit (ex-Tupi) tem versatilidade pra atuar no meio ou na frente. Nos amistosos pé temporada, empatou com o Brasiliense em 0x0, goleou o Araxá sub20 por 5x0, enfrentou 2 vezes o Paracatu, perdendo fora 0x1 e empatando em casa 1x1. Venceu o Itumbiara em Goiás por 2x1.  

O cara: Neguete

Goleiro formado no Villa Nova, William Nobre, o Neguete, vem de 4 boas temporadas em Poços de Caldas. Goleiro muito alto (1,98m), sai muito bem do gol. 

Olho em: Ademir


Jogador muito versátil, o canhoto Ademir se destacou no próprio CAP, ainda na 2ª divisão. Tem muita habilidade e joga aberto nas pontas, fechando em diagonal e finalizando bem a gol. 

Figurinha Carimbada: Juninho Arcanjo 


Meia armador de muita qualidade, foi revelado no Atlético e passou por grandes clubes. Aos 35 anos, não tem mais a mesma mobilidade de antes, mas sabe ditar o ritmo do jogo como poucos.

O que pode ajudar

A cidade está empolgada com a volta a elite e vai apoiar incondicionalmente o time. O plantel é muito bom, equilibrado em todos os setores.

O que pode atrapalhar

Por ser o “caçula” do torneio, o CAP pode estranhar (ao menos no inicio) o ritmo intenso do Módulo I. A logística das viagens é complicada, pois com exceção de Uberlândia, a distância entre Patrocínio e Juiz de Fora, BH (2 vezes),Varginha e Poços de Caldas, é considerável.

Palpitômetro

A princípio, o CAP veio pra ficar. Rebaixamento nem passa pela cabeça da torcida local. O time é bem armado, o treinador conhece “a casa” e o momento é favorável. O time brigará pela classificação (deve estar entre os 8) e até por uma vaga na Serie D.  



TOMBENSE
Tombos


Consolidado no Módulo I e com calendário cheio (disputa o Brasileiro da Serie C), o Gavião Carcará é uma das maiores forças do interior. Comandado por Lane Gaviole e com a parceria do empresário Eduardo Uram, o Tombense (sim, é O Tombense; ao contrário do que a maioria desinformada que teima em falar da equipe no feminino) é um clube muito organizado e com boa infra estrutura. O técnico é Ramon Menezes, ex-atleta de Cruzeiro e Atlético, que tenta se consolidar com treinador, após passagens sem brilho por Guarani de Divinópolis e Anápolis. O goleiro é Darley (ex-base do Atlético), que mesmo alternando bons e maus momentos, vai para sua 5ª temporada como titular do time. O jovem Paulo Victor (ex-Nacional de Muriaé) é a 2ª opção para a meta. A dupla de zaga é a mesma do ano passado: Wellington Carvalho (ex-base do Fluminense) e Anderson (ex-Vila Nova GO). Lucas Rex (ex-base do Gremio) completa o setor. Os laterais são o voluntarioso David (ex-Náutico) pela direita, além de Bruninho (ex-Boa) e o experiente Adriano Garça (31 anos, ex-Juventude) no lado esquerdo. Os volantes são o dinâmico Natan (22 anos, ex-base do Santos e titular do time em 2017) e Felipe Baiano (ex-Anápolis), jogador de mais pegada. O setor de armação tem a versatilidade do jovem Everton (20 anos, ex-Vila Nova GO, outro titular em 2017) e Cássio Ortega (ex-Salgueiro-PE). Luiz Fernando (ex-base do Cruzeiro e Figueirense) é o cérebro do time. Jogador canhoto muito bom tecnicamente. Na frente, Caio César (ex-Avaí) ataca pela esquerda e Daniel Amorim (em sua 6ª temporada no clube) é a referência na área. Terá ao seu lado o jovem Flávio Macarrão (ex-base do Atlético). Rubens (ex-América) também é homem de referência na grande área. Nos amistosos de pré temporada, perdeu duas vezes para o Atlético de Itapemirim (em casa e fora) por 0x1, e venceu o também capixaba Rio Branco por 3x2 em Venda Nova. 

O cara: Daniel Amorim   

Atacante de boa estatura tem ótima presença na área. Também se movimenta bem pelos flancos e finaliza bem. Conhece como poucos os caminhos do gol no Almeidão.

Olho em: Flávio Macarrão


Atacante de bom nível foi dispensado da base do Atlético por problemas disciplinares. Tem faro de gol. Se mantiver a cabeça no lugar, pode fazer um grande campeonato.

Figurinha Carimbada: Luiz Fernando


Meia canhoto de ótima técnica, é um grande organizador. Único jogador do interior na Seleção do Campeonato de 2011 quando defendeu o Guarani de Divinópolis. Aos 29 anos, defende seu 5º clube no estado, além de passagens por São Paulo, Alagoas, Santa Catarina, Ceará e duas temporadas no Oriente Médio.

O que pode ajudar

A infra estrutura oferecida aos atletas é muito boa. E funcionando como clube que tem “dono”, o Tombense não sofre pressões e dificilmente demite treinadores.

O que pode atrapalhar

A logística que transforma cada viagem a partir de Tombos em uma aventura. A instabilidade do goleiro titular, também pode comprometer. Além disso, Tombense não tem sido feliz na escolha dos treinadores.

Palpitômetro

Tombense é uma das maiores apostas do interior. Deve se classificar sem sustos e quem sabe chegar entre os 4 finalistas. Briga pelo título de campeão do interior.



TUPI
Juiz de Fora


A surpreendente Série C de 2017 embala o Tupi no Mineiro 2018

Vindo de boa campanha no Brasileiro da Serie C (quase conseguiu o acesso), o Galo Carijó surpreendentemente encontrou dificuldades para montar a equipe do campeonato mineiro. Com situação financeira desconfortável, a aposta foi na capacidade e conhecimento dó ótimo técnico Alexandre Barroso (ex-Villa Nova, Uberlândia e vários outros clubes). No gol, o experiente Gonçalves (em sua 6ª temporada no Tupi) terá a forte concorrência de Georgemy, goleiro formado no Cruzeiro e com passagem pela Seleção Brasileira sub20. A defesa tem o experiente Sidimar (ex-base do Atlético) e Diogo Henrique (27 anos, ex-Coimbra), muito forte na bola aérea. Arthur Sanches (ex-Sampaio Correa) e Wellinton Reis (ex-Democrata) completam a zaga. Nas laterais, o rodado Rodrigo Dias (também ex Atlético) é homem de confiança do treinador. Bate muito bem na bola. Afonso (ex-São Paulo-RS) permanece no clube e é opção para a direita. O jovem canhoto Patrick Brey vem do Vila Nova de Goiás. Os volantes são Ronaldo Kalu (ex-América-TO), jogador de marcação e Marcel (destaque do time desde 2016), que tem melhor saída de bola. A armação fica por conta de Tchô (ex-Atlético), grande contratação da equipe. Tecnicamente é jogador diferenciadíssimo, embora sofra com problemas físicos. Rafinha (ex-Democrata 7L) também ajuda na organização. No ataque, as opções são muitas. Renato Kayser (ex-Vasco) é jogador de força e velocidade. Thiaguinho (ex-base do Cruzeiro) é muito habilidoso com a perna esquerda. Reis (ex-Avaí), Vitinho "Safadão" (ex-América) e Rodrigo Dias (ex-Democrata-7L) são os homens de referência na grande área. Nos amistosos pré temporada, venceu o Volta Redonda por 5x2, perdeu para a Cabofriense 0x1, venceu o Serra ES por 2x1 e enfrentou 2 vezes o Nova Iguaçu, empatando em casa por 1x1 e perdendo fora por 0x2.

O cara: Georgemy

Atleta (muito bem) formado no Cruzeiro, tem ótima envergadura e excelentes reflexos. Apesar de jovem (22 anos), tem muita personalidade. É goleiro de excelente nível, muito acima da média.  

Olho em: Renato Kayser

Atacante de muita habilidade e explosão, vem de boa passagem pela Ferroviária SP. Aos 21 anos, busca afirmação em seu 2º mineiro. Defendeu o Villa Nova em 2017.

Figurinha Carimbada: Tchô


Armador clássico, Tchô chega pra ser o maestro do Galo carijó. Jogador virtuoso tecnicamente, sofre com problemos físicos nos últimos anos. Se estiver em forma, é jogador de alto nível.

O que pode ajudar

Alexandre Barroso é técnico muito competente. Sabe tirar o máximo de elencos limitados. Tupi tem o calendário cheio, já que disputa a Serie C. pode se planejar melhor para o ano inteiro. E o craque Tchô está em Santa Terezinha.

O que pode atrapalhar

A situação financeira é desfavorável e o elenco é muito enxuto, com poucas peças de reposição em alguns setores. Estádio Mário Helenio com pouco público, vira campo neutro. E o craque Tchô está em Santa Terezinha.

Palpitômetro

Prioridade do Tupi é a sequência da temporada no Campeonato Brasileiro da Serie C. A missão no mineiro é permanecer na elite. Pode se classificar entre os 8, mas é bom não se descuidar da zona de degola.     



UBERLÂNDIA
Uberlândia


Dono de uma das melhores estruturas do interior, novamente o tradicional Uberlândia vem muito forte. Foi um dos primeiros clubes a iniciar sua preparação, ainda em Setembro de 2017. O técnico é Paulo Cezar Catanoce, o mesmo de 2017. O experiente goleiro Felipe (ex-Corinthians e Flamengo) será uma das atrações do Verdão. O paulista Roni Turola permanece no clube como bom suplente. A zaga tem Mauro Viana (ex-URT), remanescente de 2017, Bruno Costa (ex-Tricordiano) e Ferron (ex-Ponte Preta), todos jogadores de bom nível. Cesinha (lateral direito) é outro que também ficou mais uma temporada no Triângulo. Terá concorrência de Wanderson Lima (ex-Anápolis), lateral que chega muito bem no ataque. Rafael Estevam (ex-Caldense) é ótimo reforço para a lateral esquerda. Apóia bem e bate muito forte na bola. Terá concorrência de Rogério Silva, titular em 2017. Os volantes são todos atletas de muita pegada. João Paulo (ex-Remo) está em sua 2ª temporada no clube. Leandro (ex-URT) e Silvano (ex-América RJ) chegam junto e nunca perdem a viagem. Se a bola passar, o adversário fica. Daniel Pereira (ex-Bragantino) tem boa saída de bola. Os homens de criação são Alê (outro que permanece no time), jogador técnico, mas ás vezes, um pouco lento. Mesma característica do canhoto Marco Goiano (ex-Tupi), exímio cobrador de faltas. Chaparro, meia argentino que vem de 3 temporadas em Portugal, é a tração internacional. Eliomar (ex-Brusque) e Ricardinho (ex-América) são meias atacantes que chegam bem na área adversária. Na frente, Danilo Bala (ex-Boa) e Jarlan (ex-Goiás) são homens de velocidade, enquanto Tony (ex Villa Nova), Alfredo (ex Luverdense) e Deivisson jogam mais centralizados. Nos amistosos pré temporada, empatou com o Brasiliense em 0x0 e com o Barretos em 1x1, ambos fora de casa e por fim também ficou no 1x1 com o Atlético-GO.

O cara: João Paulo

Volante de muita marcação é o ponto de segurança do time. Jogador extremamente regular, tem fôlego para manter ritmo intenso 90 minutos. Chega duro, mas nunca de forma desleal. 

Olho em: Tony


Atacante de bom porte e boa técnica tem habilidade para buscar o jogo e cair pelas pontas. Bom finalizador sofreu com lesões em 2017. Tem 24 anos.

Figurinha carimbada: Felipe


Goleiro muito rodado, tenta aos 33 anos, reviver seus melhores momentos defendendo Vitória, Corinthians e Flamengo. Jogador de personalidade acostumado a enfrentar pressão.

O que pode ajudar

Uberlândia tem tudo a favor. O time é bom, o treinador é competente, tem boa estrutura e vai disputar o campeonato brasileiro da Serie D após muitos anos de ausência. A maré é muito boa.

O que pode atrapalhar

A expectativa é sempre alta em Uberlândia e turbulências não são incomuns no clube. A zaga é firme, mas pesada. E Felipe em um dia ruim, pode comprometer.

Palpitômetro

Teoricamente, o Verdão é um time muito forte. Tem atletas “cascudos” e ambiente favorável. O objetivo é ser campeão do interior e chaegar entre os 4 finalistas. Menos que isso será considerado fracasso.


URT
Patos de Minas


Atual bicampeão mineiro do interior, o Trovão azul vem em busca do tri em 2018, após ter batido na trave no Brasileiro da Serie D (perdeu o acesso nos pênaltis para o Globo potiguar). O excelente técnico Rodrigo Santana, 35 anos, permanece no comando. No gol, Carlão (ex-Ypiranga-RS) é bem rodado. Marcão (ex-Tricordiano) não substitui o titular á altura. Na zaga, Victor Salinas (ex Juventus) e Rodolfo (ex-Santos) reeditam a dupla do ano anterior. Dão (ex-CRB) e o jovem Ralph 21 anos) são as outras opções. Nas laterais, Carlinhos (ex-Sergipe) é atleta de muito vigor físico. Dudu Paraíba, 32 anos (jogou várias temporadas na Polônia) e Bruno (ex-Vitória da Conquista) são os laterais canhotos. Os volantes Joedson, 28 anos e Yan Gomes (21 anos, prata da casa) permanecem na zona de destruição. Diogo Orlando (ex-Avaí) é jogador mais versátil. Douglas Maia (ex-Nacional SP) completa o setor. Os armadores são o ponto forte da equipe. O veterano Ewerton Maradona ainda joga em bom nível. Eduardo Ramos (ex-Remo) também é muito bom jogador. Jean Carioca, que vem do futebol albanês é outra alternativa. Na frente, Bruninho (ex-XV de Piracicaba) é o desafogo pela esquerda; papel semelhante ao de Felipe Alves (remanescente de 2017) na direita. Macena (ex-Luverdense) e Wellington (ex-Tombense) são os encarregados de fazer os gols. Nos amistosos pré temporada, perdeu para o Gama 0x2 em casa, bateu o Araxá sub-20 por 1x0, empatou com o Mirassol 1x1 em SP e perdeu novamente em casa 0x1 Paracatu.

O cara: Eduardo Ramos


Meia formado na base do Goiás, tem passagens pelo Corinthians e comandou o Remo nos últimos anos. Muito técnico, pode acelerar ou controlar o jogo conforme o interesse da equipe. Tem 31 anos. Diferenciado. 

Olho em: Victor Salinas  

Zagueiro de boa técnica, é forte no jogo aéreo e se posiciona bem. Foi um dos destaques do time ano passado.

Figurinha Carimbada: Ewerton Maradona

Aos 35 anos, o “velho” Ewerton Maradona ainda tem muito talento. Meia armador clássico, deve ser o dono das bolas paradas. Se não ajuda na marcação, por outro lado, põe a bola onde quer.

O que pode ajudar

A torcida é muito vibrante, e o time aproveita muito bem os mandos de campo no Zama Maciel. Rodrigo Santana é excelente treinador. O momento é muito positivo.

Rodrigo Santana: melhor treinador do Campeonato de 2017

O que pode atrapalhar

Ainda que tenha uma ótima equipe, a URT perdeu força em relação a 2017. Se sobra talento na armação, falta um atacante de maior categoria. E a força do time deixou de ser “surpresa”.

Palpitômetro

URT novamente vem forte. O sonho é conquistar o tricampeonato do interior. Deve se classificar. E pode ir mais longe. Olho no Trovão Azul.



VILLA NOVA
Nova Lima

Embalado pela boa campanha no último Brasileiro da Serie D (quase conseguiu o acesso), o tradicional Leão do Bonfim, 2º clube mais antigo do estado, espera rugir alto em 2018. Villa aposta na continuidade, com manutenção da comissão técnica e 8 titulares do ano anterior. O técnico é o paulista Ito Roque, 49 anos, que chegou para salvar o time do rebaixamento em 2017 e permaneceu. Ex-atleta (foi meia habilidoso da Ferroviária-SP nos anos 80), fala a língua dos boleiros e comanda o grupo com serenidade e firmeza. Prioriza a marcação forte e saída em velocidade no contra ataque. A defesa inteira é a mesma de 2017. Renan Rinaldi, goleiro catarinense (ex-Penapolense SP), é um dos destaques do time. Gustavo Rangel (ex-Coimbra) é um substituto á altura para qualquer eventualidade. Nequinha, lateral direito (ex-Sertãozinho) de 36 anos, é o líder do grupo. Pela esquerda, Marcelo Tchê (ex-Tricordiano) marca bem e apóia com vigor. Na zaga, Otávio (ex-América) e Rafael Vitor (ex-Atlético, e artilheiro do time na Serie D) formam dupla afinada e muito forte no jogo aéreo. Gustavo Teles (ex-River-PI) e França (cria da base) são as opções para defesa. Os 4 zagueiros são remanescentes de 2017. A trinca de volantes Elias Ceará (ex-Pelotas RS), Paulo Vitor (ex-Vila Nova-GO) e Diogo Marzagão (ex-URT) são o ponto forte da equipe, com alto poder de marcação. Os dois primeiros também estavam em Nova Lima ano passado. Luis Felipe Samurai (ex-Tricordiano) volta ao clube. Todos 4 são jogadores raçudos e vigorosos, bem ao gosto do torcedor do Leão. A armação fica por conta do rápido Valdanes (ex-ASA) e Norton (ex-São Caetano), jogador mais habilidoso e cerebral. Na frente, Carrara (outro ex-Tricordiano) e Dudu (ex-Lajeadense) são as opções de velocidade. Ambos também vão para 2ª temporada na equipe. Nubio Flávio (ex Atlético PR) e Igor Soares (ex-União Luziense) também garantem força ao ataque. Daniel Morais (ex-América) é a esperança de gols. Nos amistosos pré temporada, empatou em 1x1 com o América sub-20, bateu o Cruzeiro sub-20 por 2x1, goleou o Siderúrgica por 4x0 e na última sexta-feira venceu o Democrata-SL por 1x0.

O cara: Renan Rinaldi 

Goleiro de 25 anos e boa estatura, vive grande fase técnica. Tem muita elasticidade e boa colocação. Tranquilo e sereno, transmite muita segurança. Se um grande time começa com um grande goleiro, o Villa está muito bem.

Olho em: Igor Soares

Atacante canhoto de 22 anos e muita habilidade, ajuda na recomposição do meio campo e finaliza muito bem de fora da área. Pode ganhar um lugar no time titular.

Figurinha Carimbada: Daniel Morais


Centroavante experiente (31 anos) tem passagens por América e Cruzeiro. Exímio finalizador, vem de acesso á Serie A no Paraná Clube.

O que pode ajudar

A manutenção da base de 2017. Doze atletas (alem da comissão técnica) permaneceram no clube, conferindo entrosamento e bom ambiente no vestiário. A torcida é fanática e o acanhado Alçapão do Bonfim é um aliado importante. Dificilmente o Villa é batido em casa.

O que pode atrapalhar

Ainda que seja bem comandado por uma diretoria que tenta sanear o clube, a herança das más administrações anteriores ainda sangra as finanças com cerca de 40% de penhora de todos os recursos. E futebol sem dinheiro, é muito mais difícil.

Palpitômetro

O time se defende bem, mas falta criatividade e força ofensiva. O primeiro objetivo é permanecer na elite. Mas sendo um clube que já viveu dias de gloria, o Villa não se contenta com pouco e sonha em garantir uma das três vagas da Serie D. É muito difícil; mas não impossível.





O Campeonato Mineiro começa nesta quarta-feira com América x Patrocinense às 19h30 no Independência. Os demais jogos da primeira rodada serão:

20h - Tombense x Villa Nova - Almeidão (Tombos)
20h30 - Democrata-GV x Caldense - Mamudão (G.Valadares)
20h30 - Uberlândia x URT - Parque do Sabiá (Uberlândia)
21h45 - Cruzeiro x Tupi - Mineirão (BH)

Quinta
19h30 - Boa Esporte x Atlético - Dilzon Melo (Varginha)

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