12 de dezembro de 2014

Entrevista: Giovanni Augusto

Emmanuel Pinheiro/Hoje em Dia/Gazeta Press

Giovanni Augusto pode ser uma das opções do Atlético para 2015. O meia que tem contrato com o Galo até maio do próximo ano, fez um bom campeonato pelo Figueirense e despertou o interesse não só do time que detém seus direitos, mas também de alguns clubes de fora do país.

Considerado uma grande promessa da base atleticana, Giovanni teve problemas extra-campo que o afastaram da equipe e o fizeram peregrinar pelo futebol brasileiro. Desde sua saída em 2011, o meia de 25 anos passou por Náutico, Grêmio Barueri, Criciúma, voltou ao Náutico e teve rápida passagem pelo ABC-RN até chegar ao Figueirense este ano. 

Ainda com o futuro indefinido, mas encaminhado com o Atlético, Giovanni fala sobre a expectativa de voltar a defender o clube que o lançou para o futebol, da possibilidade de disputar sua primeira Libertadores e do arrependimento das atitudes que a imaturidade e o sucesso repentino trouxeram. Hoje, mais experiente, Giovanni quer ser o camisa 10 do Atlético e cumprir a promessa que era quando subiu para o profissional.




Alexandre Silva: O que mais te motiva nesse retorno ao Atlético?

Giovanni Augusto: É saber que hoje o Atlético está em outro nível e briga por títulos. Apesar de ter sido campeão Mineiro em 2010, eu acompanhei o Galo campeão da Libertadores e não deve ter sensação melhor. Quero muito poder conquistar esse título e dar a alegria novamente para massa atleticana.


AS: É um Atlético diferente daquele que você saiu em 2011. O time mudou de patamar com os títulos dos últimos anos. O que significa voltar agora?

GA: Aumenta e muito a responsabilidade. A massa sentiu a alegria do quanto é bom ser campeão, então eles vão querer isso sempre e vão cobrar muito. Mas eu prefiro assim com cobrança, eu gosto disso e me sinto preparado para voltar e fazer o meu melhor e continuar dando alegria para essa massa que é incrível.


AS: O que aconteceu com o Giovanni naquela ocasião da saída? Se arrepende de algo?

GA: A culpa foi toda minha. O Atlético sempre cuidou de mim e deu todas as condições para eu trabalhar. Na época eu acabei perdendo o foco e passei a deixar o futebol como segunda opção. Com certeza teria feito diferente. O que mais me deixa feliz é saber que acordei a tempo e vou fazer de tudo para ser o melhor ano da minha carreira em Belo Horizonte.

Foto: Bruno Cantini/Flickr Atlético Mineiro
AS: Marcos Rocha teve um caminho parecido com o seu, saiu criticado e quando voltou deu a volta por cima. É um espelho pra você?

GA: Eu acompanhei um pouco da situação do Marcos Rocha e acredito na lei da semeadura. A gente colhe o que planta. Eu sempre vi ele como um grande jogador e mesmo sendo tão criticado nunca desanimou e sempre continuou trabalhando firme. Então ele hoje só está colhendo o que plantou. Eu fico muito feliz por tudo isso que está acontecendo na vida dele. E espero sim poder da a volta por cima igual a ele.


AS: Você já tem conversado com alguém no atual grupo do Atlético, já fez algum contato pra saber do clima por lá?

GA: Na verdade com ninguém (risos). Até porque mudou muito o grupo de 2011, estão lá ainda o Tardelli, o Leo(Silva), o Réver, mas quando eles vieram jogar aqui em Floripa contra a nossa equipe, eu fui ao vestiário depois do jogo, cumprimentei a todos e deu para perceber que é um grupo muito unido e com vontade de vencer sempre. Tenho certeza que vão me receber bem.


AS: E a possibilidade de disputar a primeira Libertadores da sua carreira?

GA: Eu acompanhei todos os jogos do Atlético na Libertadores em 2013 e torci como um maluco. Cheguei até levar bronca no apartamento que eu morava em Recife por torcer muito naqueles jogos decisivos (risos). Eu sonho com esse campeonato e vou trabalhar muito para que se isso vier acontecer eu esteja preparado para ajudar os meus companheiros a buscar esse título novamente.

Giovanni Augusto comemora o 1° gol da história da Arena Corinthians
Foto: Nelson Almeida AFP

AS: A troca de presidentes pra vocês dentro de campo afeta em alguma coisa?

GA: O Kalil entrou pra história do Atlético e tenho certeza que o Daniel Nepomuceno tem esse mesmo desejo. Então acho que não vai ter problema nenhum no grupo.


AS: O que o torcedor do Atlético pode esperar do "novo" Giovanni Augusto?


GA: Primeiro quero agradecer o carinho que vocês sempre me deram. Mesmo eu estando longe, vocês sempre me apoiaram no Twitter então chegou a hora de devolver esse carinho com títulos, comprometimento, garra e muita vontade de vencer. Valeu Massa Atleticana, eu amo vocês.