29 de janeiro de 2016

Guia do Campeonato Mineiro 2016!


Começa neste final de semana mais um CAMPEONATO MINEIRO. Por mais que o abismo entre os grandes da capital e os modestos do interior aumente cada vez mais, o Mineiro continua com seu lugar cativo entre os fãs do futebol verdadeiro, sem glamour e ainda não contaminado pelas altas cifras do futebol moderno. É sempre uma boa chance de ver o interior se movimentar, rivalidades regionais serem despertadas e quem sabe até ver o surgimento de bons nomes nos times pequenos. Por mais que a gente saiba que as chances da final ser entre Atlético x Cruzeiro são de 99,8%, continuamos acompanhando, torcendo e incentivando os pequenos do interior, afinal, nem só das capitais vive o mundo da bola.

A seguir, o Guia completo dos 9 times do interior que disputarão o Campeonato Mineiro 2016 e assim como no ano passado, trouxemos a análise do maior especialista em futebol do interior de MG, o grande Wilson MANULA (@ManulaMG no twitter). Também os palpites para cada equipe e a apresentação do que os "esquecidos" e marginalizados pequenos podem fazer no campeonato.


BOA ESPORTE
(Varginha)

Estádio do Boa cheio: fato raro

Com duas campanhas pífias em 2015 (escapou da degola no mineiro com uma vitória sobre o Atlético na ultima rodada) e rebaixado para a Série C após 5 temporadas na Série B do Campeonato Brasileiro, tudo que o Boa Esporte espera nesse ano é se recuperar. Apostando novamente no comando de Nedo Xavier, velho conhecido do clube, a Coruja reformulou praticamente todo o elenco. Lateral Sheslon (ex-Atlético) e atacante Thaciano são dos poucos remanescentes. Os jovens Glaycon (goleiro) e Rafael Victor (zagueiro) vêm emprestados do América. Do Atlético chegam o meia Rodrigo Mucuri e goleiro Rodolfo. Os experiente zagueiro Neylor retorna ao clube. Longe de seus melhores dias – fruto das mudanças nas leis e regulamentação de contratações e registro de atletas – o BOA deverá enfrentar grandes dificuldades na temporada atual. Venceu o Formiga por 1x0 no ultimo amistoso preparativo em Varginha.

O QUE PODE DAR CERTO: Elencos formandos por jovens atletas costumam se unir em torno do objetivo comum que é despontar e ganhar espaço e um clube de maior porte. Boa aposta na correria e vitalidade da juventude.

O QUE PODE DAR ERRADO: A dificuldade de se adaptar a nova realidade do clube. Acostumado a utilizar 70, 80 atletas por temporada, o Boa ainda sente os efeitos da nova legislação. Ainda sem identificação com a cidade de Varginha, muitas vezeso Melão se transforma em campo neutro.

“O CARA”: Neylor. Zagueiro experiente, 28 anos, muito bom no jogo aéreo, deve ser o xerife do Boa. Terceira passagem pelo clube. Esteve no Vila Nova de Goiás em 2015.

Neylor é a aposta de tranquilidade na zaga do Boa

OLHO EM: Rodrigo Mucuri. Formado na base do Atlético, é jogador de muito boa técnica. Pode atuar como volante ou meia. Procura ganhar “rodagem” no interior para ser aproveitado futuramente no Atlético.

PALPITÔMETRO: Boa enfrentará muitas dificuldades. A aposta em jovens promissores parece ser pouco pra garantir as belas campanhas dos últimos anos. Briga contra o rebaixamento.



CALDENSE
(Poços de Caldas)

Time vice campeão de 2015: nós avisamos que ia dar trabalho

Embalada pelo vice-campeonato mineiro em 2015, a Veterana vem novamente muito forte em 2016. Comandada por Gian Rodrigues (ex-Guarani de Divinópolis) desde a Série D, onde deixou o acesso escapar nos pênaltis em Erechim, o time manteve a base vitoriosa do ano passado. A briga é boa por várias posições, começando pelo gol, com Neguete (ex-Villa Nova), Gilson (ex-ASA de Arapiraca) e Gustavo Rangel (ex-Democrata 7L) disputando a titularidade. A defesa é praticamente a mesma de 2015, com Marcelinho (ex-Sampaio Correa), Paulão, Jeferson Feijão, e Rafael Estevam (ex-América) mantidos. Do Atlético, chega o jovem (e limitadíssimo) zagueiro Rodrigão. No meio campo, o ritmo ainda é ditado pelo veterano Ewerton Maradona, que terá a companhia dos ótimos Michel Elói (ex-Villa Nova) e Thiago Marin (ex-Uberaba). Na frente, Thiago Azulão volta ao clube e Marcelo Regis vem do Uberlândia. Teoricamente, é o time mais forte do interior, com elenco muito bem montado. Tem tudo para se não repetir a excepcional campanha de 2015, ao menos lutar para chegar entre os 4 primeiros. Empatou em 0x0 com o XV de Piracicaba no último amistoso preparativo.

O QUE PODE DAR CERTO: A manutenção da base e da filosofia de trabalho de 2015. Ao menos 8 titulares fizeram parte do elenco no ano passado. E em time que está ganhando...

O QUE PODE DAR ERRADO: A alta expectativa da torcida e direção em função das boas campanhas de 2015. Qualquer resultado que não a classificação ás semifinais, será vista como fracasso em Poços de Caldas. E a pressão pode ser prejudicial.

“O CARA”: Marcelo Régis. Embora Everton Maradona seja “o dono” do time, tecnicamente, o centroavante Marcelo Régis é disparado o melhor jogador da equipe. Em ótima forma aos 32 anos, tem tudo pra ser o homem gol da Veterana.

Marcelo Régis (de branco, obviamente) é a esperança de gols da Veterana

OLHO EM: Michel Elói. Ótimo meio campista, pode jogar como volante ou apoiador pela esquerda. Aos 24 anos, tem boa rodagem no futebol mineiro (ex-Guarani e Villa Nova) e será peça fundamental na campanha da Caldense.

PALPITÔMETRO: É o clube mais forte do interior. Manteve o técnico e boa parte do elenco de 2015. Tem tudo para repetir a última boa campanha. Briga para chegar entre os 4 primeiros. Quase certo que leve uma das vagas mineiras da serie D.  



GUARANI
(Divinópolis)

Lê esse nome aqui em cima. Pois é: ESSE é o time!

Salvo miraculosamente da degola com vitórias improváveis nas ultimas rodadas em 2014 e 2015, dessa vez o Bugre se programou melhor pra evitar esse sofrimento. O técnico é o mineiro Ricardo Leão, que trabalhou diretamente com Felipão na Copa 2014. Com muitas restrições financeiras, as contratações foram cirúrgicas. Os goleiros são Jordan (ex-América e formado na base do próprio Guarani) e Leandrão (ex-Boa). Carlos Renato (ex-América e destaque do time em 2015) e Felipe Cordeiro (ex-Atlético) estão nas laterais. Lula (ex-América) comanda a zaga, que tem ainda o jovem Anderson (ex-base do Atlético). No meio, a experiencia de Genalvo (34 anos, ex-Tupi) é um trunfo, ao lado dos jovens João Vitor (ex-Valério) e Gustavo (ex-base do Atlético). O atacante Marcel (ex-Criciuma) á esperança de gols. A pré temporada foi em Sorocaba, e o Bugre perdeu para Ituano (1x4) e São Bento (0x2) e empatou com Atlético local (0x0) e novamente com o São Bento (2x2).

O QUE PODE DAR CERTO: O planejamento de Ricardo Leão e eficiência de Vinicius Morais nas contratações podem ser decisivas para o Bugre.  Todos os atletas foram criteriosamente analisados e estudados antes de serem incorporados ao clube. É um bom caminho.

O QUE PODE DAR ERRADO: A limitação financeira faz com que o elenco do Bugre seja relativamente enxuto, com poucas peças de reposição. Falta um jogador decisivo, ou tecnicamente diferenciado.

“O CARA”: Genalvo. Com larga experiência no futebol mineiro (defendeu Atlético e esteve no Tupi nas ultimas três temporadas), é o toque de experiência e liderança que um elenco jovem como o do Guarani, precisa ter.

"Acabou o caô, Genalvo chegou". Alô Red Bugre, fica a dica

OLHO EM: Volante João Vitor. Revelado pelo América, é jogador jovem (22 anos) de bom passe e visão de jogo. Após passagens por Nacional de Muriaé e Valério, espera deslanchar em sua terra natal.

PALPITÔMETRO: O grande objetivo do Bugre, é conquistar uma das vagas pra série D. Mas sendo realista, a permanência na elite em 2017, já será bastante satisfatória para o bravo clube divinopolitano.


NOTA: Como este é o clube do coração do dono do blog e ele não é clubista, gostaria de ressaltar que o Bugre é sempre favorito ao título, não existe penalti contra o Guarani e sempre que o time perde a culpa é do juiz, do vento, da bola, do clima, da crise, da economia, da China ou da Dilma. Nunca do próprio Guarani. O Bugre é foda, senhores. Gigante. Seremos campeões!



TOMBENSE
(Tombos)


Ousadia, Alegria e aprontar pra cima dos grandes são os nossos lemas

Após cumprir campanha discreta na Série C do Brasileirão em 2015, o Gavião Carcará vem reformulado nesse ano. O técnico é Pingo, ex-volante de Cruzeiro e Botafogo nos anos 90 e com boas passagens pelo futebol de Santa Catarina, por Avaí e Metropolitano. Terá o auxílio de Eugênio Salomão, o Baiano, grande conhecedor do futebol mineiro. A equipe é modesta. O Goleiro Darley (ex-base do Atlético) permanece. Na defesa Silvio (ex-Tupi) será o xerife. No meio campo, Cristian Alex (ex-base do Cruzeiro), o canhoto Léo Lisboa (ex-Fla e Figueirense) e o paraguaio Caballero (passou sem sucesso pelo América) são os reforços. Na frente Daniel Amorim (campeão da Série D em 2014 pelo clube) permanece. Terá companhia de Richely (ex-Santos). É muito pouco. Não por acaso, os resultados dos amistosos de pré temporada foram pífios, com derrotas para Macaé, Democrata de Valadares, Atlético Itapemirim e empates contra Nacional de Muriaé e estrela do Norte.

O QUE PODE DAR CERTO: a manutenção da filosofia diretiva e administrativa de Lane e Leandro Gaviolle, além da parceria com o empresário Eduardo Uram. O clube tem “dono”. E isso é bom.

O QUE PODE DAR ERRADO: as contratações foram modestíssimas. E apostar em técnico sem experiência no campeonato mineiro é sempre complicado. Sinal de alerta ligado.

“O CARA”: Joilson. Aos 36 anos, o meia esbanja experiência e defende o clube pela 3ª vez. Tem boa visão de jogo e passe qualificado. É a voz do técnico em campo.

Na foto um encontro de Pitbulls: Joílson é uma espécie de Hgamenon do Tombense

OLHO EM: Léo Lisboa. O jovem (tem 21 anos) armador carioca, pintou como craque na base do Flamengo. Após boa passagem pelo Figueirense, é uma das apostas do Gavião para voar alto em 2016. É tecnicamente diferenciado.

PALPITÔMETRO: Com maiores atenções voltadas para a Série C no 2º semestre, esse ano o Tombense não vem tão forte. Deve cumprir campanha intermediária, sem correr grandes sustos nem ter grandes aspirações. É provável que fique no meio da tabela.



TRICORDIANO
(Três Corações)

Tricordiano representa o retorno da terra de Pelé a elite

Ausente da elite mineira desde 1994, quando o antigo Atlético Clube foi rebaixado, Três Corações volta com tudo em 2016. O Tricordiano tem torcida mais fanática do sul de Minas e a "Galofúria" costuma incendiar o acanhado estádio Elias Arbex. Inicialmente dirigido por Ney da Matta (demitido há poucos dias do inicio do campeonato), o Galo do Sul será comandado por Josué Teixeira, técnico carioca (campeão da Série C em 2014 pelo Macaé) em sua 1ª passagem por Minas Gerais. Com elenco modesto, o Tricordiano aposta na experiência de Juninho Arcanjo, 33 anos (ex-Atlético e Fluminense), zagueiro Preto Costa, 35 anos (ex-Guarani SP) e atacante Leandro Love, 30 anos (ex-Portuguesa SP). O zagueiro Nilo (ex-Villa) comanda a defesa. Volante João Paulo, (ex-Villa) compõe o meio campo, que tem ainda Bruno Moreno (ex-base do São Paulo e Uberaba). O Lateral esquerdo colombiano Acuña (estava no Madureira e que era jogador dAQUELE Tolima de 2011) foi a ultima contratação. O Galo fez pré temporada em Elói Mendes e fez 5x0 no Arsenal de Santa Luzia no ultimo amistoso preparativo.

O QUE PODE DAR CERTO: O mando de campo no estádio Elias Arbex. Tricordiano é extremamente difícil de ser batido em casa. Chegou a virar jogo épico no acesso de 2015 contra o Uberlândia após estar perdendo por 0x4. A torcida pode fazer a diferença.

O QUE PODE DAR ERRADO: A falta de experiência do treinador em campeonatos mineiros e o longo tempo em que o clube não disputa a elite. Em um campeonato de tiro curto, o pouco tempo de adaptação pode ser fatal.

“O CARA”: Meia Juninho. Revelado pelo Atlético em 2001, Juninho rodou por vários clubes (incluindo futebol português e sul coreano). Armador de técnica apurada, dará o toque de qualidade no meio campo do Tricordiano.

Juninho é a estrela do Galo. Mas dessa vez o Galo vermelho do Sul de MG

OLHO EM: Bruno Moreno. Meia atacante de grande técnica foi formado na base do São Paulo. Rodou por vários clubes (inclusiva na Arábia Saudita). Bastante habilidoso.

PALPITÔMETRO: Embora volte com empolgação e conte com torcida inflamada, o elenco modesto não permite ao Galo do Sul sonhar com uma grande campanha. O maior objetivo, é mesmo evitar a volta ao Módulo II.



TUPI
(Juiz de Fora)

A histórica pose do histórico time que subiu pra Série B

Credenciado pelo heróico acesso á serie B, o Galo Carijó vem embalado e forte em 2016. Manteve boa parte do elenco que fez história na Copa do Brasil e serie C 2015. Com a saída do excelente Leston Jr, o clube buscou Junior Lopes, que levou o Tombense até as semifinais no ano passado. Um dos segredos das boas campanhas do Tupi, é o bom trabalho diretivo do competente Cloves Santos. No gol, permanece Glaysson, lenda viva do futebol mineiro, o Tupi é seu 15º clube no estado. Gonçalves (ex-Democrata 7L e George (ex Guarani) compõem o banco. Na defesa, o laeral direito Osmar, e os  Fabricio Soares (ex América) e Sidimar (ex-Atlético) permanecem. Léo Fortunato (ex-Cruzeiro) e o lateral esquerdo Pirão (ex-Boa) reforçam o setor. No meio, Vinicius Kiss (ex-Guarani) e Rafael Jataí permanecem. O jovem volante Recife (21 anos), vem emprestado pelo Flamengo, assim como Willian Kozlowski (ex-Goiás). Na frente, Michel Douglas (ex-Villa Nova) e Ramon Calopsita (ex-URT) são as boas apostas. O grandalhão Rubens, vem por empréstimo do América. Galo Carijó promete ser uma das sensações do campeonato. Venceu Tigres do Brasil e Bonsucesso em amistosos de pré temporada.

O QUE PODE DAR CERTO: A manutenção de boa parte da equipe de 2015 e a política de austeridade e contratações pontuais do clube.

O QUE PODE DAR ERRADO: Guiado pelo excelente Leston Jr em 2015, dessa vez o Tupi não terá um extra classe no banco. E a torcida Carijó, algumas vezes exagera na “corneta”.

“O CARA”: Goleiro Glaysson. Atleta exemplar e ídolo onde jogou, Glayssão está em ótima fase aos 36 anos. Garantia de segurança e tranqüilidade na meta do Tupi.

Após 15 anos de "promessa" na base do Atlético, Sidimar começa a se firmar

OLHO EM: Sidimar. Zagueiro revelado pelo Atlético e com passagens por seleções de base, teve carreira muito prejudicada por seguidas lesões. Aos 23 anos, foi figura determinante para o acesso do Tupi em 2015. É tecnicamente diferenciado.

PALPITÔMETRO: Embora deva concentrar mais forças na disputa da serie B, Tupi é sem duvida uma das forças do interior (ao lado da Caldense). Pode sonhar com uma classificação ás semifinais.



UBERLÂNDIA
(Uberlândia)

Uberlândia: Um dos maiores "gigantes adormecidos" do interior de Minas

Voltando a elite após 6 anos, o UEC vem credenciado pelo título do Módulo II em 2015. Ancorado pela parceria com a Universidade do Futebol (grupo paulista ligado ao empresário Vagner Ribeiro), as ambições do clube não são pequenas. O técnico é o experiente Alexandre Barroso (levou o Villa Nova ao 3º lugar em 2013). No gol está o rodado Thiago Braga (ex-Ipatinga e Villa Nova); a defesa conta com o lateral direito Rodrigo Dias (ex-Atlético), e os zagueiros  Marco Thiago (ex-Mamoré), muito contestado pela torcida e Rodolfão (ex-Moto Club MA). O meio campo é o ponto alto da equipe, com o experiente volante Jardel (32 anos, ex-Cruzeiro), Coutinho (ex-Vasco) e Max Carrasco (ex-ASA). Na frente, o paulista Alê, grande destaque do time em 2015 e o veloz  Malaquias (ex-Bragantino) são as apostas. Uberlândia pode surpreender. Positiva ou negativamente.

O QUE PODE DAR CERTO: Clube tem ótima estrutura (o estádio Parque do Sabiá é dos melhores do interior) e elenco experiente. As finanças estão equilibradas.

O QUE PODE DAR ERRADO: A insatisfação da torcida contra o técnico e alguns jogadores tidos como protegidos (especialmente Marco Thiago e Rodrigo Dias). Um mau começo pode comprometer todo o planejamento.

“O CARA”: Meia Max Carrasco. Jogador versátil e de muito boa técnica, pode atuar como volante e até chegar mais á frente. Tem vasta experiência no futebol japonês. “Cascudo”, deve ser o motor do time.

Max Carrasco: o nome dá medo, mas a experiência tranquiliza a torcida

OLHO EM: Atacante Caio Dantas. Jovem (22 anos) com boas passagens por Audax SP e Red Bull Brasil, é uma das apostas do UEC para balançar as redes adversárias.

PALPITÔMETRO: Uberlândia é sem dúvida, a maior incógnita do campeonato. Tido como uma das possíveis surpresas no fim de 2015, os resultados na pré temporada não foram satisfatórios e a turbulência chegou. Meta do Verdão é conquistar uma das vagas pra série D, mas é bom ficar de olho no fundo da tabela. Todo cuidado é pouco.



URT
(Patos de Minas)

URT: Patos de Minas é garantia de espetáculo na arquibancada

Em sua 3ª temporada seguida no módulo I, o Trovão Azul foi uma das equipes que primeiro iniciou sua preparação para o campeonato. No entanto, o técnico Edson porto (que montou a equipe) se desentendeu com a diretoria e deixou o clube há duas semanas. Assumiu Ademir Fonseca, que já dirigiu a Caldense e várias equipes paulistas. A URT contratou bastante, começando pelo goleiro Follmann (ex-Grêmio). Na zaga, a experiência de Daniel Marques (ex-Atlético e CRB) será um bom diferencial. No meio, Rodrigo Possebom (ex-Santos) é a grande aposta. Gabriel Davis (ex Villa Nova) compõe o setor. Na frente, o rápido Jonathan Balotelli (ex-Caldas-GO) comanda o ataque, ao lado do experiente Fábio Santos (ex-Avaí e Botafogo). Jogando no Zama Maciel, a URT dificilmente é batida. Tem torcida muito atuante e vibrante. Perdeu o clássico local (0x1) contra o Mamoré no ultimo jogo antes do campeonato.

Rodrigo Possebom: a URT é muito maior que o Manchester United

O QUE PODE DAR CERTO: O bom planejamento iniciado em outubro de 2015 e o apoio do torcedor. Se tiver um bom começo, a torcida vai empurrar o Trovão para uma boa campanha.

O QUE PODE DAR ERRADO: A substituição do treinador e comissão técnica. No campeonato de tiro curto, pode ser que o novo comandante não tenha tempo suficiente para conhecer bem o elenco.

“O CARA”: Zagueiro Daniel Marques. Campeão brasileiro da serie B 2007 pelo Atlético, é muito firme e seguro. Aos 32 anos, vem de boa passagem pelo CRB 9conseguiu o acesso á serie B em 2014). Será o líder do time em campo.

Daniel Marques em 2006: torcida do Atlético lembra?

OLHO EM: Gabriel Davis. Meia atacante de boa técnica, chega bem na área adversária e finaliza com qualidade. Bem conhecido no futebol mineiro, já defendeu Uberaba, Villa Nova e Tupi. Precisa ser mais participativo nos jogos.

PALPITÔMETRO: Ao lado do Uberlandia, URT é das maiores incógnitas do campeonato. A intenção é brigar por uma vaga na série D. Mas a realidade aponta para uma campanha discreta, sem tanto risco de rebaixamento nem grandes aspirações.



VILLA NOVA
(Nova Lima)

Villa vive dias complicados... é a crise.

Assolado por eterna crise financeira - que faria Willian Waack revirar os olhos em orgasmo - e que o fez ser lanterna da serie D em 2014 e 2015, o Villa nova tenta renascer com a volta do antigo presidente Nélio Aurélio. Ainda em outubro ultimo, o clube fez parceria com a ONG Resgatando Vidas, capitaneada pelo centroavante Fábio Jr. Chegaram o técnico Lucho Nizzo (ex-Seleção Brasileira sub 17) e diversos jogadores do futebol carioca. Como a parceria não rendeu os investimentos esperados, coube ao empresário Pedro Lourenço, do Supermercado BH, velho benemérito Villanovense, salvar o clube do atoleiro. Lucho Nizzo caiu ainda em 2015,chegando para seu lugar Wilson Gottardo, que conseguiu um bom 5º lugar no mineiro 2011 em sua 1ª passagem pelo clube. Villa aposta na experiência. Zagueiros Gabriel (ex-América) e Rafael Morisco (ex-Vasco) formam uma defesa segura. Roger Guerreiro (ex-Flamengo e Seleção Polonesa), Mancini (ex-Atlético e Roma ITA) qualificam muito a equipe, que conta ainda com Kerlon (ex-Cruzeiro), o rápido Soares (ex-Joinville) e Thiago Silvy (ex-América). Fábio Jr, 38 anos, pode ser o 2º atleta a vestir a camisa dos 4 mais tradicionais clubes mineiros. A torcida Villanovense tem (sempre) altas expectativas, mas o Leão deve se contentar com uma campanha modesta.  Vai tentar usar novamente o temível mando de campo no lendário Alçapão do Bonfim. Venceu Cruzeiro (2x1) e Minas Boca (2x0) nos amistosos preparatórios.

O QUE PODE DAR CERTO: A experiência. Jogadores rodados costumam ser ”cascudos” e encaram sem medo os campos  sempre difíceis do interior mineiro. Mancini e Roger Guerreiro podem perfeitamente “colocar a bola embaixo do braço” e ganhar os jogos.

O QUE PODE DAR ERRADO: Falta um goleiro mais seguro. Thiago Leal, foi rebaixado com o Barra Mansa no carioca em 2015 e não passa confiança. Fabiano Heves (ex-Rubio Ñu-PAR) chegou pra disputar a posição.

“O CARA”: Mancini. Artilheiro do campeonato mineiro em 2014 pelo próprio Villa Nova, o velho Mança ainda esbanja técnica e categoria aos 35 anos. Joga muita bola.

O "velho Mança": promessa de elevar o patamar do Leão do Bonfim

OLHO EM: Thiago Baiano. Lateral direito vindo do Comercial de Ribeirão Preto, tem excelente vigor físico e chega bem na frente. Colocou o experiente Boaideiro (ex-Bahia e Ceará) no banco.

PALPITÔMETRO: A tabela não ajudou e o Villa pode jogar apenas 3 vezes no Castor Cifuentes. Embora tenha aspirações mais altas, o Leão se dará por satisfeito com uma campanha sem sustos. Sonha com uma vaga na série D.



Todos apresentados, que a bola role nas canchas mineiras. Do "litoral" ao "triângulo", dá-lhe Pão de Queijo!
(Lembrando que: mês que vem tem o guia completo do Módulo 2). Siga o Manula no Twitter @ManulaMG