13 de maio de 2016

Em Belo Horizonte, Revezamento da Tocha Olímpica Rio 2016 terá como cenário obras de Niemeyer



Está tudo pronto para a passagem do Revezamento da Tocha Olímpica Rio 2016 por Belo Horizonte. A cidade será a última a receber, neste sábado, dia 14, o comboio da tocha Olímpica, que passa antes por Contagem. O revezamento terá início às 11h, no Museu de Arte da Pampulha e a pira de celebração será acesa às 19h na Praça da Estação, com as apresentações de Ludmilla e Jota Quest.

O revezamento terá como cenário quatro das sete obras do arquiteto Oscar Niemeyer na cidade. No início, a tocha Olímpica passará pelo Museu de Arte da Pampulha, a Casa do Baile e a Igreja de São Francisco de Assis, construídas quase que simultaneamente, entre 1942 e 1943, e que formam o Conjunto Moderno da Pampulha. Mais à frente, o revezamento seguirá pela Praça da Liberdade, onde está localizado o Edifício Niemeyer, construído em 1955.

As construções da Pampulha são ícones da arquitetura moderna no Brasil e um dos principais espaços públicos da capital mineira que une lazer, história e cultura. O Conjunto é candidato ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco. O resultado sairá em julho, durante o Revezamento da Tocha Olímpica.

Nesta quinta-feira, dia 12, durante a realização de um encontro com a imprensa, alguns condutores tiveram o prazer de conhecer a tocha Olímpica. O evento teve a participação de Nalbert Bittencourt, indicado pela Coca-Cola; Marcus Mattioli, indicado pela Nissan; Ivana Montandon, indicada pelo Bradesco; Manoel Messias Dias Ferreira, indicado pela prefeitura; e Janaína França Costa, também indicada pela prefeitura. Leonardo Caetano, diretor de Cerimônias do Rio 2016; Eduardo Bernis, secretário municipal de Desenvolvimento; e Rodrigo Simonatto, gerente de Assuntos Corporativos da Coca-Cola Femsa, também estiveram no encontro. “Minha ligação com Minas é muito intensa. Minha mãe é mineira, foi aqui em Belo Horizonte que me projetei como jogador de vôlei. Os momentos mais importantes da minha vida foram em Minas Gerais. Foi um presente conduzir a tocha nessa cidade. Se eu tivesse que escolher, garanto a vocês que seria aqui”. Nalbert Bittencourt foi campeão olímpico nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004. É um dos dois únicos jogadores na história do voleibol mundial a acumular o título de campeão do mundo em três categorias: infanto-juvenil (Mundial 1991); juvenil (1993) e adulto (2002). Deu uma pausa das quadras em 2005, quando decidiu jogar vôlei de praia. Em 2007, voltou para as quadras jogando no Minas Tênis Clube e retornou às duplas em outubro de 2008. Aposentou-se do vôlei em 2010. É comentarista no canal SporTV e também atua na gestão esportiva.


“Estou muito feliz em unir três coisas que cultivo em meu coração: o amor por Belo Horizonte, pelo esporte e pelos Jogos Olímpicos. Sempre representei minha cidade na água e será uma honra estar com o meu povo nesses 200 metros”. Marcus Mattioli conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos Moscou 1980, no revezamento 4x200m livre ao lado de Djan Madruga, Cyro Delgado e Jorge Fernandes. É a única medalha da natação mineira em Jogos Olímpicos. Hoje, aos 55 anos, ele é campeão e recordista mundial master, detentor de 31 medalhas de ouro em mundiais e 60 recordes mundiais. Foi eleito por duas vezes, em 2007 e 2013, o melhor nadador master do mundo.

“Será um momento muito valioso para mim por todo meu envolvimento com o esporte e também com a minha cidade. É motivo de orgulho carregar a mensagem de paz e união aqui em Belo Horizonte”. Ivana Montandon descobriu a sua vocação para a ginástica artística ainda pequena. Aos 14 anos, participou dos Jogos PanAmericanos no México e, durante seis anos, foi da Seleção Brasileira de ginástica artística. Também esteve no Campeonato Sul-Americano, com medalhas em vários aparelhos.  Hoje é professora em uma universidade mineira, auxiliando na formação de outros profissionais, e tem um projeto de extensão do qual participam 200 crianças.

“Conduzir a tocha Olímpica será para mim uma grande oportunidade de levar a imagem e beleza da minha cidade”. Manoel Messias Dias Ferreira atua como gari há 25 anos em Belo Horizonte e é apaixonado por maratona e corrida de rua. Acumula 14 maratonas e 38 corridas em seu currículo. Seu maior sonho é vencer a Volta da Pampulha.

“Como historiadora, é incrível ver o revezamento como uma das páginas da história de nossa cidade. Como profissional, é o momento para destacar a cultura e o patrimônio histórico de Belo Horizonte para o mundo”. Janaína França Costa é mestre em História e trabalha pela proteção do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte, desenvolvendo atividades relacionadas aos programas “Adote um Bem Cultural” e “Declaração da Pampulha Patrimônio da Humanidade”. Atualmente, responde como Chefe de Divisão da Casa Kubitschek, a Casa Museu, um dos equipamentos do Conjunto Moderno da Pampulha.

“Nosso objetivo com o revezamento é proporcionar um evento único na vida dos brasileiros, e levar o espírito olímpico aos quatro cantos do Brasil”, disse Leonardo Caetano, diretor de Cerimônias do Comitê Rio 2016.

A TOCHA EM BELO HORIZONTE
Rota: 30 km de percurso
Início do revezamento: 11h, em frente ao Museu da Pampulha.
Mais de 150 condutores em Belo Horizonte
Cerimônia de celebração: 19h, na Praça da Estação, com as apresentações de Ludmilla e Jota Quest.

A TOCHA NO BRASIL
- Mais de 300 cidades recebem o Revezamento da Tocha Olímpica Rio 2016, envolvendo 90% da população brasileira em todos os 26 estados além do Distrito Federal.
- 12.000 condutores, escolhidos por meio de campanhas públicas ou nomeações diretas (do Rio 2016 e dos patrocinadores oficiais - Coca-Cola, Nissan e Bradesco).
. São 95 dias circulando pelo Brasil, desde a saída em 3 de maio, em Brasília. A chegada ao Rio de Janeiro será em 4 de agosto. No dia seguinte, as ruas da cidade olímpica serão palco do Revezamento até a chegada ao Estádio do Maracanã, quando o último condutor acenderá a pira Olímpica na Cerimônia Oficial de Abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016.
. Serão percorridos 20 mil quilômetros por estradas e 10 mil milhas aéreas no trecho ao Norte e Centro-Oeste, entre Teresina e Campo Grande. Essa distância é mais da metade de uma volta ao redor da Terra pela linha do Equador (40.075km).



. Alguns lugares icônicos receberão a Tocha, como Fernando de Noronha, Chapada Diamantina, as Ruínas de São Miguel das Missões, Inhotim, Chapada dos Guimarães, Lençóis Maranhenses, entre outros;
. O objetivo do Revezamento é levar os Jogos Olímpicos Rio 2016 para todo o país. O Revezamento da Tocha no Brasil quer mostrar a essência, o calor e a diversidade dos brasileiros. A ideia é atrair os brasileiros para a rua, mostrar a multiplicidade cultural, natural e popular do povo.