9 de dezembro de 2016

México anuncia criação de liga profissional de futebol feminino

Foto: Andre Ringuette/Getty Images

O México será o terceiro país latino americano a lançar uma liga profissional de futebol feminino. O anuncio foi feito nesta terça-feira (6) pelo presidente da Liga MX, Enrique Bonilla. O torneio iniciará no próximo mês de maio em formato de copa, somente como exibição e o pontapé inicial pra valer será em setembro. De acordo com Bonilla, o grande objetivo da competição é revelar jogadoras e fomentar talentos que não encontram espaço para desenvolver no país, tendo que migrar para os EUA para competir tanto nas competições universitárias quanto no profissional.


“O torneio vem com o apoio total da Federação Mexicana de Futebol que assim como nós quer desenvolver ainda mais o futebol feminino no México e fortalecer a Seleção Feminina. Pra isso limitamos nesse primeiro momento a contratação de atletas estrangeiras, justamente para fomentar os talentos que temos aqui”, declarou Bonilla. Serão 21 jogadoras por equipe, sendo que duas sub-17 e mais duas de idade acima dos 23 anos. Como dito por Bonilla, neste primeiro ano não serão permitidas contratações de atletas estrangeiras.

Apesar de não contar com uma seleção feminina forte no cenário internacional, a liga feminina não é bem uma novidade para o país, já que existe em disputa a “Liga Mayor Femenil”, mas ainda em caráter amador. O Tijuana, clube do norte do país disputa a Liga Profissional dos EUA.

A equipe feminina do Tijuana na estreia da WPSL (Women Premier Soccer League) dos EUA 

Com o lançamento da Liga Profissional, o México se junta a Brasil e Colômbia como países latino americanos que possuem uma liga feminina profissional. Em todos os demais países as competições ainda são em caráter amador.

Liga Colombiana

No último mês de Outubro a Dimayor, que organiza o Campeonato Colombiano anunciou a criação da Liga Feminina profissional, com o apoio da Federação Colombiana de Futebol. A “Liga Feminina Águila” começa em fevereiro de 2017 e contará com  18 times divididos em 3 grupos de 6, sendo no Grupo A: Union Magdalena, Real Cartagena, Bucaramanga, Cúcuta, Real Santander e Envigado. No grupo B estão: Santa Fe, Patriotas, Fortaleza, Equidad, Huila e Deportivo Pasto e no grupo C: América de Cali, Orsomarso, Unión Popayan, Cortuluá, Quindio e Pereira. A fórmula de disputa foi definida como sendo todos contra todos em ida e volta na primeira fase, classificando os dois melhores de cada grupo, mais dois melhores terceiros colocados. Daí serão disputados playoffs com quartas, semi e final até que se conheça o primeiro campeão feminino do país.


Reforços do América de Cali: Nicole Regnier e Catalina Usme, ambas da Seleção nacional

“Todas as jogadoras terão contrato de trabalho legal, assim como é feito na liga masculina, é um campeonato totalmente profissional. A Dimayor garante o transporte aéreo e os locais de concentração. E claro que as equipes receberão por direitos de imagem e licenciamento”, explicou Jorge Perdomo, presidente da Liga Dimayor. As partidas serão disputadas como preliminares da Liga Masculina e alguns jogos terão transmissão de TV. A equipe campeã será a representante colombiana na próxima Libertadores da América feminina que será disputada no Brasil em 2017 e também fará um jogo de ida e volta com o clube campeão da Liga Espanhola Feminina. Além disso, as jogadoras campeãs receberão como prêmio uma bolsa de estudos na Universidade Sergio Arboleda, além de demais benefícios.

Com o lançamento da Liga, a Colômbia se credencia para lançar sua candidatura para sediar a Copa do Mundo Feminina em 2023, já que uma das exigência da FIFA é que o país sede tenha um campeonato profissional organizado. O país já recebeu o Mundial sub-20 em 2011 e acaba de organizar o Mundial de Futsal.