17 de fevereiro de 2017

Guia do Campeonato Mineiro do Módulo II - 2017


Democrata-GV comemora o título de 2016. O Módulo II é tão difícil que devia dar vaga no Mundial de Clubes

Começa neste sábado o melhor campeonato de futebol do mundo!

Se você pensou em Liga dos Campeões da Europa ou Campeonato Inglês pode esquecer. É o glorioso Campeonato Mineiro do Módulo 2, a nossa tão querida segunda divisão estadual. Marcado sempre por grandes rivalidades regionais e briga acirrada pelo acesso, o certame de 2017 terá o equilíbrio – característica já marcante do M2 – como ponto forte. Este será sem dúvidas um dos melhores e mais disputados campeonatos dos últimos anos. São camisas pesadas, torcidas apaixonadas e muita tradição em campo.

Assim como no ano anterior, o campeonato será disputado "sub-24", ou seja, somente atletas com menos de 24 anos e serão permitidos 7 acima dessa idade. O regulamento e a fórmula de disputa são os mesmos de 2016 com dois grupos regionalizados, se classificando os três primeiros para o hexagonal final e aí todos contra todos em turno e returno para definir os dois que subirão ao Módulo 1 em 2018. Este ano o torneio contará com 11 equipes por causa da desistência do Formiga, que deixou o campeonato já com a tabela feita, portanto a Federação Mineira de Futebol não o substituiu como aconteceu com o Minas Boca de Sete Lagoas, que desistiu antes da confecção da tabela e foi substituído pela Patrocinense, terceira colocada da Segunda Divisão do ano passado. Com isso, o Grupo A não terá rebaixamento. 

Mais uma vez nosso amigo Wilson Manula Drummond, a Enciclopédia de Futebol Mineiro traz pra gente um guia completo e uma análise dos 11 times que disputarão duas vagas na elite estadual em 2018.

Confira:

Grupo A


Betinense
(Betim)
  

Em seu 3º ano no profissionalismo, o FC Betinense conseguiu o acesso sendo vice-campeão da Segunda Divisão 2016. O antigo técnico Fred Pacheco deixou o clube e o comando deve ficar a cargo de Gerson Evaristo ou Gilberto Fonseca. No gol, está Thulio (melhor goleiro da Segunda Divisão 2016). O lateral Gilben (ex-Guarani MG) também permanece. O versátil Paulo Roberto Prestes Jr. (ex-Tupi) comanda a defesa. Também pode atuar na lateral esquerda ou no meio campo. O volante é o experiente Denilson (outro ex-Guarani-MG); jogador muito vigoroso é o líder do grupo. Os meias Miguel (ex-Tupynambás) e Julio Precata (ex-Valério) são caras novas. Luizinho (ex-Ipatinga, Flamengo e Santos) é o armador e maestro do time. Na frente, Magalhães (ex-Cruzeiro), Léo Andrade (ex-Funorte) e Felipe Caldeira (ex-América-TO) permanecem. Cassiano (ex-Tupi) será o atacante velocista. Ná pré temporada, perdeu para o América em BH por 2x0.

O cara: Figura fundamental no título do Tupynambás na Segunda divisão em 2016, o veloz Cassiano experimentará aos 28 anos o papel de protagonista. Deve ser a válvula de escape do time.

O que pode ajudar: Jogando sem pressão, o Betinense pode se beneficiar novamente do papel de franco atirador.

O divinopolitano Luizinho, ex-Flamengo é um dos nomes conhecidos do Betinense

O que pode atrapalhar: Sendo um clube jovem, o Betinense não tem um grande numero de torcedores; e nem “casa própria” (manda seus jogos em Sete Lagoas). No Módulo II, não exercer efetivamente o mando de campo, é muito prejudicial.

Palpitômetro
Disputa a 3ª vaga no hexagonal em ligeira vantagem contra Tupynambás e Social. Caso se classifique, pode crescer na fase final. Certamente, vai incomodar os favoritos. Pode surpreender.



Guarani
(Divinópolis) 


Rebaixado em 2016, o Bugre tem tudo pra voltar a elite. Clube muito bem administrado pelo competente Vinicius Morais, o Bugre vem turbinado por parceria com o América. O técnico é o experiente Flávio Lopes, cedido pelo Coelho. No gol, o veterano Glayssão – campeão do Módulo 2 em 2002 – volta ao clube após 12 anos. Terá a sombra de Jory, jovem revelação do América. Os laterais são Marcelo Cristian (ex-Betinense), Danylo (ex-Tupynambas) e Thiago Balaio (ex-Valério). A dupla de zaga com os experientes Álvaro (ex-Atlético) e Carciano (ex-Villa Nova) foi campeã do torneio em 2016 com o Democrata GV. Douglas Dopô (ex-América), Diego Henrique (ex-Betinense) e o habilidoso Evandro Russo (ex-Mamoré) compõem o meio campo. Na frente, Renatinho (ex-América), Juninho Neymar (remanescente de 2016), Vitinho Ruas (ex-América), o jovem Diego Silva (ex-AMDH) e o habilidoso canhoto Matheus Santos (18 anos, emprestado pelo América), formam ataque extremamente ofensivo. No papel, é o melhor time do campeonato. Na pré-temporada, perdeu para o Atlético na Cidade do Galo por 2x0, venceu o Águias de Minas por 5-0 e venceu o sub-20 do Atlético por 3-2 no Farião.

O Cara: Sinônimo de carisma e liderança, Glayssão é uma lenda viva do futebol mineiro. Aos 37 anos, já defendeu 14 clubes no estado. É ídolo em todos os lugares que passou. É o cara não apenas do Guarani, mas do campeonato.

Glayssão é sinônimo de segurança no gol do Bugre

O que pode ajudar: A qualidade do elenco. Flávio Lopes tem muitas opções e atletas experientes em todos os setores. Módulo II é para jogadores “cascudos”; e isso, o Bugre tem de sobra.

O que pode atrapalhar: Praticamente nada. Somente algum tipo de desentrosamento fora de campo (há grupos de atletas de perfis bem diferentes) o que parece improvável. 

Palpitômetro
Não só candidato, mas favorito ao titulo e acesso. Só um desastre impedirá o Bugre divinopolitano de voltar ao Módulo I. É das melhores apostas do torneio.

Nota do Alexandre: Como todos sabem, o Guarani é o meu time do coração então ele TEM que subir. Mas a análise do Manula é 100% dele, sem influência alguma do dono do blog. Eu juro. Então lida a análise só tenho uma coisa a dizer: VAMO SUBIR BUGRE!!!



Nacional
(Muriaé)


Depois de ver um acesso quase certo escapar das mãos com 4 derrotas nos últimos 5 jogos em 2016, dessa vez o NAC não quer dar chance pro azar. Trouxe o bom técnico Gilmar Estevam (conseguiu subir o América de Teófilo Otoni em 2016).  Paulo Victor (ex-base do Atlético) permanece no gol. Os experientes Rodrigão (ex-CRB) e Elder (ex-Democrata GV) são os pilares da defesa. O lateral Wanderson Bicudo também pode compor o meio campo. O volante Lucas Hulk (ex-Uberaba) é um dos destaques do time. Os habilidosos Marquinhos (ex-base do Cruzeiro), João William (prata da casa) e Thiago Marin (ex-Caldense) são os homens de criatividade. Na frente, Iran (ex-Ponte Nova) e principalmente Marcelo Régis (ex-Uberlândia) tem a missão de balançar as redes adversárias. Na pré-temporada, venceu o Atlético Itapemirim (1x0) e Tombense (2x0) em Muriaé. Empatou com o mesmo Tombense (0x0) em Tombos.

O Cara: Lucas Hulk. Volante formado na base do Villa Nova é jogador de força e combatividade. Líder fora de campo vem de boas passagens por Betinense, Uberaba e Patrocinense. Corre muito.

O estádio Soares de Azevedo é um dos mais novos de Minas

O que pode ajudar: A boa estrutura fora de campo. O estádio soares Azevedo é dos mais modernos do interior de Minas. O NAC tem ótimo centro de treinamentos e apresenta boa estabilidade finaceira. Dá tranqüilidade para os atletas focarem apenas nos jogos.

O que pode atrapalhar: A ansiedade para voltar á elite (Muriaé está fora do Módulo I desde 1980) e o histórico recente de insucessos. A pressão nos momentos decisivos pode jogar contra.

Palpitômetro
Nacional tem bom time e deve se classificar ao hexagonal final sem maiores sustos. Na fase decisiva, entretanto, a coisa aparta bastante. É um dos candidatos ao acesso.



Social
(Coronel Fabriciano)


Clube tradicional do interior mineiro, o Saci de Coronel Fabriciano será mais uma vez coadjuvante. Assolado por crise financeira desde 2016, as ambições são modestas. O técnico é o correto Gian Rodrigues (ex-Caldense). O elenco é enxuto, mas tem alguns nomes conhecidos. O goleiro é o jovem Jefferson (ex-Figueirense SJDR). O lateral direito Ricardo Luz (ex-Villa Nova) que fez boa série D em 2016. A dupla de zaga tem Davy Einstein (ex-Valério) e Jailtonzinho (ex-base do Gremio). Na esquerda, está o eficiente Gleissinho (ex-Esportiva Guaxupé). O destaque do time é o atacante Lucas Vilela (ex-Valério). O habilidoso Rodrigo Pardal (ex-Atlético Itapemirim ES) volta ao clube. André Carreiro (ex-Nacional de Nova Serrana) e o experiente Eraldo (34 anos, ex-Villa Nova) são os homens de área. Na pré temporada, enfrentou duas vezes o Democrata de Valadares: Empatou em 1x1 e venceu por 2x1. Também bateu o Ideal de Ipatinga por 2x0.

O cara: Lucas Vilela. Atleta formado na base do Red Bull Brasil pode jogar aberto na direita ou compor o meio campo. Tem boa técnica e muita movimentação. Defendeu Uberaba e Valério em 2016. É muito bom jogador.

O que pode ajudar: A torcida socialina é muito vibrante e apóia o time incondicionalmente no Louis Ensch. Dificilmente o Saci é derrotado em Fabriciano.

Sempre que falar em Social eu vou usar essa foto aqui no blog. Não sei o autor, mas é linda né?

O que pode atrapalhar: O desequilíbrio entre boas peças de ataque e carência em posições defensivas. Há alguns bons atletas no grupo, mas de forma geral, o elenco é irregular.

Palpitômetro
Briga com Tupynambás e Betinense pela 3ª vaga no hexagonal final. Pode até conseguir, mas na fase decisiva, terá pouquíssima chance de obter o acesso.



Tupynambás
(Juiz de Fora)


Campeão da Segunda Divisão em 2016, o Baeta voltou ao profissionalismo depois de 9 anos já levantando taça. Mas no Módulo II o nível é bem mais alto e as dificuldades serão imensas. O técnico é o correto Ludyo Santos (ex-Tupi). No gol, permanece César (ex-Tombense). O zagueiro Washington (ex-Vitória) também fica. Os laterais são versáteis e ofensivos; Tony (ex-Jacutinga) pela direita e Lucas Hipólito (ex-Noroeste) na esquerda. Gustavo Crecci (ex-base do Atlético), o talentoso canhoto Igor Henrique (ex-Villa Nova) e o experiente Marcos Pinguim (ex-Araxá) são os volantes. Os meias Igor Soares (ex-base do América) e Marcelo (ex-base do Atlético) municiam o ataque. Na frente, Marcelinho Araxá (ex-São Raimundo) e o jovem Thulio Lélis (ex-Jacutinga) serão os “homens gol”.

O cara: Lateral de boa técnica e muita força ofensiva, Tony será a força motriz do Baeta. Revelado no Figueirense, tem 22 anos e chega muito bem no ataque.

O que pode ajudar: O Leão do Poço Rico conta com a sagacidade de Albertinho Simão, dirigente que conhece como poucos os caminhos e atalhos do interior mineiro. Fala a língua dos boleiros e tem grande experiência na gestão de grupos.

Equipe campeã da Segunda Divisão em 2016: para este ano são muitas caras novas

O que pode atrapalhar: A crise financeira é uma realidade e felizmente para o Baeta, não haverá rebaixamento nessa chave. A falta de estrutura cobrará seu preço. O time é modesto.

Palpitômetro
 Briga com Social e Betinense pela 3ª vaga da chave no hexagonal. Não deve conseguir. O objetivo real é conseguir terminar o campeonato dignamente. 



Grupo B

Araxá Esporte


Acostumado a lutar pelo acesso, dessa vez o Ganso vive período de vacas magras. O elenco foi montado com atletas da base do próprio clube, além de outros jogadores do futebol amador da região. O técnico é Rodrigo Ferreira Leite, o China (ex-Uberlândia). São pouquíssimos nomes conhecidos, como o goleiro Neto (ex-Coimbra), o zagueiro Patrick (ex-Grêmio) e o meia Gregatti (com passagens pelo futebol português e alemão). Olho no canhoto Lucas Schulz (ex-Igrejinha RS). O meia atacante Mascote (ex-Dínamo) é boa aposta. Deivid Tiziu (ex-Fast) joga aberto pela esquerda. Leandro Santos (ex-Louletano POR) é o centroavante. É muito pouco para a exigente torcida do Araxá. Na pré-temporada, venceu o Olimpia por 3x2 em São Paulo, perdeu 0x3 para o Cruzeiro e empatou em 1x1 contra o Rose’n Boys do interior de SP.

O cara: Revelado na base do Bahia, Luiz Henrique Gregatti tem cidadania italiana e construiu a carreira na Europa. Com passagens por Trofense-POR e Dínamo Dresden-ALE, volta ao Brasil aos 23 anos. Jogador de bom passe e muita movimentação.

O que pode ajudar: A fanática torcida que sempre empurra o Ganso no Fausto Alvim, esse ano, terá que fazer uma força extra. O time é extremamente limitado e as aspirações são modestíssimas.

O Ganso parece mais modesto dessa vez. Será?

O que pode atrapalhar: Com a crise que assolou o país, a CBMM (empresa metalúrgica que explora nióbio na região) reduziu bastante o aporte financeiro do clube. E a montagem do elenco com atletas amadores, é o reflexo do baixo poderio financeiro.

Palpitômetro
Ganso briga contra o rebaixamento. Se a classificação ao hexagonal final já é algo extremamente improvável, o acesso é sonho inatingível. O clube se dará por satisfeito se conseguir permanecer no Modiulo II.



Boa Esporte
(Varginha)


Embalado pelo título brasileiro da Série C, o Boa quer voltar logo ao Modulo I. O técnico é novamente o gaúcho Julinho Camargo (ex-Goiás), que chegou a dirigir o clube em 2016. No gol, Luan Polli (ex-Figueirense) é garantia de segurança. Os zagueiros Anderson Mauro (ex-Guarani SP) e Igor Brondani (ex-Chapecoense) permanecem. Assim como o experiente meia Radamés (ex-Fluminense), em seu 5º ano no clube. O volante Ilaílson vem do Paysandu. O veterano Ramon Freitas (33 anos, ex-Grêmio), se recuperou de grave lesão e é aposta no meio campo. Na frente, Romário Marques (ex-Varzim-POR) e o esperto Cláudio Leleu (ex-Atlético) são os destaques. Fez um amistoso contra a Seleção de Perdões e venceu pelo absurdo placar de 15-0 e é a única equipe da competição já com um jogo oficial na temporada, já que na estréia da Copa do Brasil venceu o São Raimundo de Roraima por 2x0.

O cara: Referência do clube dentro e fora de campo, Radamés está no clube desde 2012 (entre idas e vindas). Aos 30 anos, o atleta sofreu com contusões e atuou pouco em 2016; mas promete ser o termômetro do time nessa temporada.

Se Tom Brady é o "Marido da Gisele", Radamés é o "Marido da Viviane Araújo"

O que pode ajudar: Os irmãos Rone, Rildo e Roberto Moraes, administram o Boa EC de forma empresarial. E sem pressão da torcida (o clube ainda busca identificação com Varginha), podem gerir o clube sem muitos contratempos. No Boa, não tem “corneta”.

O que pode atrapalhar: A grande rotatividade de atletas. Tradicionalmente o clube usa um número alto de jogadores em cada ano. E dispensas ocorrem com certa freqüência. Além disso, o Melão é um estádio grande e dificilmente enche, diminuindo a pressão sobre os visitantes.

Boa chega com "pouca" moral: é o atual campeão brasileiro da Série C

Palpitômetro
Único clube do Módulo II com calendário cheio (disputará a serie B do Brasileiro), o Boa EC é candidato natural ao acesso. Deve passar ao hexagonal sem muito esforço. Na fase final, certamente brigará por uma das duas vagas na elite.



CAP Uberlândia


Depois de chegar ao hexagonal decisivo ano passado, dessa vez o CAP deverá ter participação mais discreta. Enfrentando grave crise financeira, o clube aposta novamente no técnico Luiz Eduardo, o “Rei do acesso” (já conseguiu 19 em MG). O elenco é modestíssimo, formado basicamente por jovens desconhecidos. No gol, está Felipe Passoni (formado na base do São Paulo). O zagueiro Helbert (ex-Tocantinópolis) é da cidade. Terá ao seu lado o experiente Rafael Henrique (ex-ABC). As laterais têm Italo Arthur (ex-São José SP) na direita e Henrique (ex-Uberaba) na esquerda. O versátil Kadson George (ex-J.Malucelli) pode atuar como lateral ou meio campista. A armação fica por conta de Rubens (ex-Nacional SP) e do habilidoso Pixote (ex-base do Vitória). O centroavante Wellington Junior (ex-Icasa) é a esperança de gols. O atacante velocista é Léo Santos (ex-Grêmio Anápolis).

O cara: Wellington Junior, ex-base do Botafogo e América, tem passagens pelo futebol mexicano e indonésio. Centroavante de bom porte físico é bom finalizador. Tem 23 anos.

O que pode ajudar: O treinador Luiz Eduardo tem vasta experiência e já dirigiu 5 dos 6 clubes da chave. Terá a árdua tarefa de manter o CAP no Módulo II. Difícil.

O Rei do Acesso terá que fazer mágica no comando do CAP em 2017. Vai que dá?!

O que pode atrapalhar: A limitação técnica é evidente. E no competitivo futebol atual, a escassez de recursos financeiros, compromete demais a trajetória dos clubes.

Palpitômetro
Briga pra não cair. Dificilmente chegará ao hexagonal final. O objetivo real é permanecer no Modulo II. E a tarefa será árdua.



Mamoré
(Patos de Minas)


Sempre acostumado a ser protagonista, o Sapo bateu na trave do acesso em 2016. Aposta novamente no excelente técnico Wallace Lemos, que volta ao clube após passagem pelo Coimbra no 2º semestre. O goleiro é o experiente Cristiano (ex-Uberaba). Matheus Sabotage (ex-Iporá GO) é um bom reserva. A zaga tem o ótimo Michel Lucas (ex-Vitória), que volta ao clube. Terá a companhia do jovem Dudu (ex-Villa Nova). O versátil lateral esquerdo Michael (ex-Coimbra) compõe a defesa. O meio campo tem os experientes Luis Ricardo (ex-América) e Radar (ex-Ipatinga). Na frente, os atacantes Rodrigo Mucuri (ex-Atlético), Henrique Cavalo (natural da cidade, de volta ao clube) e Luizinho, dão bom poder de fogo ao Mamoré. Na pré temporada, perdeu 2 vezes por 0x1 para o União Paracatu (time que disputa o Campeonato Brasiliense)  em casa e fora. Empatou em 1x1 em patrocínio e venceu o CAP por 2x1 em Patos.

O cara: Aos 37 anos, o ágil Luizinho (ex-Caldense) está de volta a Patos de Minas pela 4ª vez. Jogador de muita velocidade, ainda atua em muito bom nível. Será o principal nome do Mamoré em 2017.

Com uma das torcidas mais fortes do Módulo 2 o Mamoré é sempre respeitado

O que pode ajudar: O técnico é muito competente e o elenco equilibrado. Alguns atletas já conhecem o clube e se sentirão em casa. Pode dar liga.

O que pode atrapalhar: A chave B é muito mais difícil e os adversários mais qualificados. Sapo enfrentará concorrência pesada já na 1ª fase.  Se chegar ao hexagonal final, terá que encorpar o elenco.

Palpitômetro
Mamoré é sempre candidato ao acesso. Mas em 2017, a competitividade do Modulo II é bem maior. Briga inicialmente para chegar ao Hexagonal final. Caso consiga, será franco atirador. Pode surpreender; mas dificilmente conseguirá subir.



Patrocinense
(Patrocínio)


Beneficiado pela desistência do Minas Boca, o CAP entra no Modulo II como 3º colocado da Segunda Divisão. Com investimento altíssimo (sem os resultados esperados) em 2016, esse ano, os gastos serão mais racionais. O técnico é Rogério Henrique Alves (ex-Santarritense), que assumiu o time na reta final do ano passado. Alguns nomes são conhecidos; como o goleiro Cleysson (ex-Mamoré), zagueiro Juninho Caligari ( ex-Jacutinga) e André Alves (ex-Uberaba), que permanece no clube. Antonio Carlos (ex-Cruzeiro) é bom reforço para lateral esquerda. O volante sul coreano Kim Jae Wook (ex-Guarani-SP) é atração internacional. Terá companhia do vigoroso Wellysson Queridão (ex-Coimbra). O experiente Mário Cesar (ex-CAP Uberlândia) e Léo Paraíba (ex-Uberlandia) completam o setor. A armação de jogadas ficará a cargo de Diego Fumaça (ex-Valério) e Dedê, o grande nome do time. O armador Lucas Kattah (ex-base do Atlético), foi o último a chegar. Na frente, permanece o versátil Ademir. Na pré temporada, perdeu para a URT em Patos por 1x3 e venceu o Nacional de Uberaba por 3x0 no Julio Aguiar. Empatou em 1x1 em casa e perdeu 1x2 para o Mamoré em Patos.

O cara: O maranhense Wanderson Mourão, o Dedê, é o maestro do time. Meia armador habilidoso e com ótimo passe, terá a missão de servir os atacantes. Tem 23 anos, e passagens por Juventude e Goiás. É muito bom jogador.

Povo de Patrocínio em festa: o CAP está de volta!

O que pode ajudar: A empolgação da torcida local, que sempre lota o acanhado estádio Julio Aguiar. Frustrados com as participações da artificial SE Patrocinense, os habitantes locais, nunca esconderam a ansiedade pela volta do tradicional CAP.

O que pode atrapalhar: A concorrência é muito pesada. Ainda que tenha um time equilibrado, falta ao CAP maior poder de fogo na frente. Especialmente contra adversários qualificados da chave B.

Palpitômetro
Briga (teoricamente contra o Mamoré) pela 3ª vaga da chave no hexagonal final. Se conseguir, a missão estará cumprida. Acesso é sonho muito distante.



Uberaba


Faltou um pontinho pro Zebu voltar a elite em 2016.   Depois de liderar com folga a 1ª fase, no hexagonal o Uberaba oscilou muito e acabou não subindo. O técnico é o experiente e competente Wantuill Rodrigues (ex-Cruzeiro), campeão da Segunda Divisão 2015 pelo clube. No gol, a briga é boa entre Gilson (ex-Caldense) e o jovem Kaíque (ex-Villa Nova). A defesa tem os zagueiros Ricardo Lucena (ex-Nacional Muriaé), Ulisses (ex-Valério) e Francis Obidiwika (ex-CAP Uberlandia), além do lateral Cleuber Jr (ex-Patrocinense).  O meio tem o volante Leandro (ex-Democrata GV) e os armadores Alan Patrick (ex-Mamoré) e Joubert (ex-Villa Nova), de volta ao clube. Na frente, as opções são muitas; Gleidson Baianinho (ex-América TO), Paulinho (ex-Botafogo SP) e Douglas Esquilo (ex-Patrocinense) jogam mais abertos. Rudimar (ex-Tricordiano) e Bruno Henrique (ex-Leixões POR) também estão de volta. É um dos times mais fortes do campeonato. Na pré temporada, enfrentou 2 vezes Botafogo (0x1 em Ribeirão Preto e 1x1 no Uberabão) e Comercial (1x0 no Uberabão e 0x0 em SP), Batatais (2x2 em Uberaba) e Mirassol (1x2 em SP).

O cara: Aos 22 anos, atacante Douglas Esquilo vive momento extremamente positivo. Jogador de muita força e velocidade pode jogar mais aberto ou como centroavante. Revelado no Novo Esporte de Ipatinga, vem de boas passagens pelo próprio Uberaba e pelo Patrocinense. É artilheiro.

Um dos maiores conhecedores do interior mineiro, Wantuill Rodrigues é a
experiência a favor do Zebu

O que pode dar certo: O time é muito bem montado e vários atletas além do treinador já conhecem o clube. Boa mescla de experiência e juventude, a receita ideal para se chegar ao sucesso. São inúmeras as opções ofensivas.

O que pode dar errado: Assim como em 2016, o temor é que o Uberaba perca fôlego na reta final. E se do meio pra frente, o time tem muita qualidade, falta um nome de mais peso na defesa. Pode fazer falta.

Palpitômetro
Uberaba vem muito forte e é um dos candidatos ao acesso. Deve passar ao hexagonal sem sustos. Aí a coisa aperta, pois esse é sem dúvida, o Modulo II mais competitivo dos últimos anos. Zebu é boa aposta pra voltar a elite em 2017.  





Então é isso! Todos apresentados que a bola role pelo interior de Minas para o melhor e mais equilibrado campeonato do universo. Que subam os dois melhores (desde que o Guarani seja um deles!).