16 de fevereiro de 2018

Guia do Campeonato Mineiro Módulo 2

Vai começar! 

Patrocinense: campeão em 2017

O MELHOR CAMPEONATO DO MUNDO se inicia neste sábado dia 17 de fevereiro. O Campeonato Mineiro do Módulo 2 é dos torneios mais parelhos e interessantes do mundo. Camisas tradicionais, estádios acanhados, veteranos que já conheceram o sucesso, jovens em busca de espaço. Esse é o cenário de um torneio apaixonante. Este ano, numa fórmula nova os 12 clubes se enfrentam em turno único, com os 4 ponteiros se enfrentando em semifinais que valem o acesso. A seguir, o nosso Wilson Manula, o maior especialista em futebol do  interior mineiro traça um rápido panorama das 12 equipes que correrão atrás da bola nos vários cantos da nossa Minas Gerais. Vale a pena conferir.



América 
(Teófilo Otoni)

Rebaixado do Módulo I em 2017, dificilmente o Dragão do Vale do Mucuri voltará tão cedo á elite. A situação financeira é crítica e as perspectivas do clube são sombrias. O elenco é modestíssimo e até “peneiras” com atletas amadores foram feitas. O técnico é o carioca Junior Gomes, 42 anos, com passagens pelo time de showbol do Flamengo (!) e Seleção Brasileira de masters. Em 2017 dirigiu o paraibano Atlético de Cajazeiras. Pra piorar ainda mais as coisas, Bruno Barros, que seria o grande nome do time, teve uma lesão seríssima na pré temporada e não vai atuar como atleta, mas sim na comissão técnica. O time é basicamente formado por  jovens atletas e jogadores  totalmente desconhecidos.  Não há destaques. O zagueiro Josimar e lateral Yuri (ambos ex-Nacional de Muriaé) voltam ao clube. O volante Fernando (ex-São José-SP) é homem de confiança do treinador. O atacante paulista Douglas (ex-Penapolense) é a esperança de gols.

O cara: Ainda que não possa atuar dentro de campo devido á grave lesão no joelho esquerdo ainda na pré temporada, Bruno Barros será aos 35 anos, a referencia do time. Vai atuar como auxiliar técnico.

Bruno Barros: o "dono" do time

O que pode ajudar: O acanhado estádio Nassri Mattar é aliado poderoso. O time costuma jogar as 11h da manhã, e o calor de Teófilo Otoni castiga demais os adversários. Mas é muito pouco.

O que pode atrapalhar: A limitação técnica do time é evidente. As dificuldades financeiras tornaram muito difícil a formação de um time competitivo. Falta qualidade no elenco.

Júnior Gomes

Palpitômetro: Candidatíssimo ao rebaixamento, escapar da degola será equivalente ao título para o bravo Dragão do Mucuri. Tarefa muito difícil.



Betinense (Serranense)
(Nova Serrana)

O Canário Aurinegro disputará sua segunda temporada no Módulo II, dessa vez como novo nome e nova cidade. Sai Betim, região metropolitana de BH e chega em Nova Serrana, capital do calçado no centro-oeste mineiro que já teve o falecido Nacional, que já disputou a elite mineira e a Série D. O Betinense (agora Serranense) bateu na trave ano passado com o 3º lugar no torneio. O clube sonha alto em 2018. Terá como diretor de futebol o ex-volante Luizinho (ex-Santos e Flamengo) que encerrou a carreira no final do ano passado. A equipe selecionou alguns jovens oriundos do futebol amador da região, para fazer parte do elenco. O técnico é o jovem e competente Marcelo Albino, 37 anos, que vem de bons trabalhos na Esportiva de Guaxupé e Poços de Caldas. No gol, há 2 boas opções: Glaycon (ex-América) e Thiago Régis (ex-Guarani). Felipe Caldeira (remanescente de 2017) e Michel Elói (ex-Guarani) são jogadores de boa técnica e versatilidade. Os jovens Usiel, João Gabriel e Hiwry foram “garimpados” nas peneiras. Os atacantes Kanu ( campeão mineiro 2005 pelo Ipatinga) e Bruno Mineiro (ex-América, Portuguesa e 325 times), ambos de 35 anos, dão o toque de experiência á equipe. Chegaram de última hora o atacante Naílson de 25 anos (ex-Mamoré) que é opção de velocidade e o zagueiro Guilherme de 22 anos (ex-Coimbra).

O cara: Bruno Mineiro. Centroavante goleador, tem boa mobilidade e é ótimo finalizador. Passou por vários clubes importantes (América, Atlético PR, Portuguesa). É aposta de gols do Betinense.

Bruno Mineiro: melhor que Van Nilstelrooy

O que pode ajudar: A infra estrutura encontrada em Nova Serrana é muito boa. O estádio Arena do Calçado é moderno e confortável. Ao contrário de outros clubes tradicionais, o Betinense tem “dono” – o empresário Juninho André – e não sofre pressão externa. 

O que pode atrapalhar: Como todo clube jovem, criado por iniciativa de empresários, o Betinense não conseguiu angariar a simpatia de sua cidade natal. Chega agora a Nova Serrana e praticamente não tem torcida, e a Arena do Calçado vazia, vira um campo neutro.

Marcelo Albino é o comandante do time após
boa campanha com o Poços na Segundona

Palpitômetro: Se o acesso bateu na trave em 2017, esse ano a classificação ás semifinais é pouco provável. Em fase de reestruturação, a equipe aurinegra deve se contentar com o meio da tabela; é bom olhar para a temida zona de degola.



CAP Uberlândia

“Vacinado” por escapar do rebaixamento na última rodada em 2017, dessa vez o CAP não quer correr riscos e se preparou melhor. O técnico é novamente o experiente Luiz Eduardo, 52 anos, ex-goleiro do Atlético nos anos 80 e que coleciona vários acessos em MG. Nos últimos anos, não conseguiu fazer bons trabalhos. O goleiro é o jovem Felipe Ramos (20 anos, ex-Goiás). Na zaga, o experiente André Alves, 36 anos, vem de 2 títulos seguidos em 2017, com Ipatinga (2ª divisão) e Patrocinense (Módulo II). Willians Jr, 23 anos (outro ex-Villa Nova) é lateral canhoto de muito boa técnica. Vai comandar a defesa. Paulinho (24 anos, ex-Betinense) é volante de contenção, muito firme na marcação e com boa saída de bola. O meia Junior Paraíba (ex-URT) é jogador de muita força e movimentação. É  acima da média. Fortalecem o setor canhoto da equipe. Na frente, o esperto Cassiano (campeão da 2ª divisão 2016 com o Tupynambás) é o homem de velocidade. Bruno Henrique (ex-Uberaba) e Wellington Jr (remanescente de 2017) são as esperanças de gols.
  
O cara: André Alves. Zagueiro muito firme, é ótimo no jogo aéreo e costuma fazer gols. Líder dentro e fora de campo, será a voz do treinador no elenco. Não costuma perder a viagem; se a bola passar, o atacante fica.

André Alves será o capitão e líder do CAP

Olho em: Paulinho. Volante com ótimo poder de marcação, desarma os adversários sem fazer muitas faltas. Formado na base do América, vem de boas temporadas no Betinense. É jogador extremamente regular.

O que pode ajudar: Disputando o Modulo II pelo 4º ano seguido, o CAP tem um técnico e atletas que conhecem  muito bem o torneio. A mescla de juventude e experiência  costuma funcionar.

O que pode atrapalhar: Criado em 2010 pelo ex-atacante Gilson Batata, o CAP é mais um clube “sem torcida”. Jogando no gigantesco Parque do Sabiá, com pouco público, praticamente não oferecerá pressão extra campo aos visitantes.

Luiz Eduardo: o "Rei do Acesso" quer mostrar que não perdeu a forma

Palpitômetro: É um dos times que podem surpreender. O objetivo é chegar as semifinais e brigar pelo acesso. Mesmo que não consiga, deve figurar na parte mais alta da tabela. Pode ser mais que um simples coadjuvante.



Democrata 
(Sete Lagoas)

Afastado do Módulo I desde que caiu em 2008, o Jacaré quer voltar á elite. O clube amargou também a queda para a Segunda Divisão no ano do centenário (2014). Clube tradicionalíssimo do interior mineiro, Democrata é uma das camisas mais “pesadas” da competição. O técnico é o experiente Gerson Evaristo, com vários acessos (Minas Boca, Formiga, Tupynambás) nos últimos anos. O bom goleiro Ranule é remanescente de 2017. O experiente Carciano (ex-Villa Nova), 36 anos também permanece no clube e comanda a defesa. Caetano (ex-Desportiva ES) é volante com muito poder de marcação. Os meias são o ponto forte do time. Juninho Matozinhos (ex-Ipatinga) é um armador clássico, e bate muito bem na bola. Luciano Mandi (ex-São Caetano) também auxilia na criação. Além deles, o jovem amazonense Marreco (ex-Bétis) 21 anos, é ótima aposta. Na frente, o rodado Rodrigo Pardal (ex-Social) é atacante ágil e habilidoso. De última hora chegou o lateral Danylo (ex-América).

O cara: Juninho Matozinhos. Prestes a completar 28 anos, Vander Lucio Rodrigues Junior, é meia armador de muita técnica e habilidade. Tem nas bolas paradas uma arma mortal. Será o maestro do Democrata no campeonato.

Juninho Matozinhos será o cérebro do time

Olho em: Marreco. O meia Gabriel Soares (20 anos) é jogador de boa técnica e muita visão de jogo. Formado nas categorias de base do Estrada Real de Ouro Branco, foi destaque do Bétis (da mesma cidade) na Segunda Divisão 2017. Tem potencial para crescer.

Marreco: o único destaque do Betis na Segundona terá
sua oportunidade no Democrata

O que pode ajudar: O momento é positivo. Clube tradicional e “de camisa”, o Democrata tem total apoio da cidade (imprensa, torcida, etc). Com boa mescla de jovens talentosos e atletas experientes; o time é “cascudo”. 
   
O que pode atrapalhar: A mesma torcida que tanto apóia, ás vezes tem pouca paciência com o time, especialmente nos jogos em casa. A pressão pode prejudicar. Além disso, a Arena do Jacaré e um estádio grande, e com pouco público não chega a pressionar os visitantes.

Palpitômetro: Democrata mira o acesso. Candidato não só a se classificar para as semifinais, como também a brigar por uma das vagas na elite mineira, o Jacaré é uma das boas apostas do torneio.



Guarani 
(Divinópolis)



Ressabiado com a mal sucedida parceria com o América ano passado, o jovem presidente Vinicius Morais optou pela volta ás origens para o Bugre tentar o acesso. Clube tradicionalíssimo do interior mineiro, vem com força total em 2018. O técnico é o competente Gian Rodrigues, 45 anos, em sua 3ª passagem por Divinópolis (as outras foram em 2011-12 e 2015). Esteve no Modulo II 2017 pelo Social. No gol, Leandrão (ex-Boa) é experiente e seguro; volta ao clube pela 3ª vez. O jovem Neto (ex-Araxá) é reserva de bom nível. Na defesa, o xerifão Elder (ex-Democrata-7L) é zagueiro muito firme. Amigo fiel das canelas adversárias. Ricardo Luz (ex-Social) é lateral de boa técnica e apóia razoavelmente. Pode ser um desafogo pela direita.Thiago Balaio (ex-Valério) é lateral de muita força pela esquerda. Também pode atuar no meio campo. O volante Kauê vem de boa passagem pelo Ipatinga. Sai bem pro jogo. Os meias Leomir (ex-URT) dá o toque de experiência ao setor, que tem Alemão (ex-Social), jogador de confiança do treinador.  O municiamento do ataque fica a cargo do dinâmico Magalhães (ex-Betinense), jogador experiente e de muito bom nível. Na frente, Pedrinho (ex-Patrocinense) é referencia na área, e Paulo Morais (ex-Primavera-SP) é jogador de mais mobilidade. As boas opções são os jovens Diego Silva, jogador extremamente ofensivo e Victor Lamounier, ou "Vitinho" natural da cidade e que foi um dos únicos que se salvaram na pífia campanha de 2017.

O cara: O experiente Thiers Magalhães (29 anos) não tem só nome de craque. Formado na base do Cruzeiro, é jogador muito acima da média. Meia atacante de boa técnica, tem força para chegar bem no ataque e ainda auxiliar na marcação. É muito bom jogador.

Magalhães esteve no último grande time do Guarani, em 2012
quando o Bugre se classificou pra Série D

Olho em: Diego Silva. Jovem atacante (20 anos) com passagens pela base de AMDH e Araxá, fará sua estréia no profissionalismo. Jogador extremamente vertical, tem faro de gol e finaliza muito bem. É artilheiro nato, com muito potencial de crescimento.

O que pode ajudar: A torcida é fanática e empurra o Bugre nos jogos no Farião, onde dificilmente é batido. O time é bom, o técnico é competente. Tem tudo pra dar certo.

Diego Silva: o jovem atacante pode ter a grande chance num time 
mais arrumado

O que pode atrapalhar: A urucubaca que persegue o Guarani nos últimos anos. Único clube já rebaixado do Modulo I com 12 pontos (com improvável goleada do Tricordiano sobre o Atlético no Independência), o Bugre fez parceria com tudo pra dar certo junto ao América ano passado e quase foi rebaixado. Esse ano, um banho de sal grosso no Farião cairia bem.

Palpitômetro: O Bugre entra muito forte na competição. Se já seria candidato natural pela tradição e força da camisa, a montagem do time foi bem feita. Briga pela classificação ás semifinais e pelo acesso.



Ipatinga



O Tigrão de Aço está de volta em grande estilo. Depois de amargar um humilhante rebaixamento para a Segunda Divisão em 2016, o clube se reinventou e ganhou com folgas a Segundona do ano passado. A volta de Amarildo Ribeiro, um dos maiores conhecedores do futebol mineiro, trouxe também maior apoio financeiro do empresariado local. Teoricamente, é o time mais forte do campeonato. O técnico é o vitorioso Eugênio Souza (Campeão Brasileiro 2014 com o Tombense), com passagens de sucesso por vários clubes do interior. No meta, o goleiro artilheiro Márcio (37 anos, ex-Atlético-GO) é grande contratação. O  jovem Alencar (ex-base do Cruzeiro) permanece no clube. Hoje é mais goleiro que o provável titular. A defesa tem Julio Precata, jogador muito vigoroso na lateral direita. Sobe bem ao ataque. Na zaga, destaque para Euller Viana (ex-Tupi), que marcou 5 gols pelo Coimbra na última Segundona. Jogador de boa técnica, tem potencial para evoluir. Washington (ex-Tupynambás) também é zagueiro de bom nível. O meio campo é recheado de bons jogadores. Denilson (ex-Guarani) é volante “carrapato”, muito bom na marcação. Eurico (ex-Cruzeiro) é  mais técnico, com boa saída de bola. Diego Fumaça (ex-Valério) é boa opção para a posição. A armação fica por conta de Bernardo (ex-Cruzeiro e Vasco), grande atração do Tigre. Jogador de excelente técnica, Bernardo quer mostrar os incidentes fora de campo são coisa do passado. Patrick Allan (pela esquerda), ex América e Leandro Teixeira (pela direita), ex-Democrata GV, completam o setor. Que tem ainda o promissor João Willian (ex-Nacional), jogador de muita habilidade, que precisa ser mais consistente. Tecnicamente, é acima da média. No ataque, sobram opções. Danielzinho e Paulo Henrique, dupla de sucesso (fizeram juntos 24 gols) em 2017, permanece. Danielzinho (ex-Boa) é jogador de velocidade. PH (ex-Atlético) é o típico camisa 9, homem de referencia na área. Fez 17 gols na Segundona 2017. Para reforçar o poder de fogo, chegaram Lessinho (ex-Tricordiano), jogador extremamente promissor, Halef Pitbull (ex-Santa Cruz) e Lourival (ex-Democrata-GV).
É muita qualidade em várias formações possíveis.

Multicampeão nas divisões de acesso em MG
Eugênio Souza comanda o time de novo

 O cara: Bernardo. Jogador surgiu como craque no Cruzeiro, mas quase sempre esteve envolvido em turbulências extra campo. Passou por Vasco, Palmeiras e Coritiba alternando sempre momentos de excelente futebol com fases não tão muito positivas. Se mantiver a cabeça no lugar (tem 27 anos), tem tudo para ser o grande nome do Tigrão em 2018.

O "problemático" Bernardo. Potencial pra ser o craque 
do campeonato

Olho em: Lessinho. Atacante que se destacou na desastrosa campanha do Tricordiano em 2017, disputou a Serie C pelo Mogi Mirim. É muito rápido e habilidoso. Chega bem na área e ajuda na recomposição defensiva. Tem 22 anos.

O que pode ajudar: Ipatinga vive momento muito favorável. O plante é de alto nível e as opções do treinador são inúmeras. Tem tudo para fazer um grande campeonato.

O que pode atrapalhar: O favoritismo. No papel, Ipatinga é muito superior aos concorrentes. Mas “o jogo é jogado”, especialmente nos matas matas.Não pode deixar que a soberba e ego inflado de alguns atletas, atrapalhem a harmonia do grupo. O goleiro Márcio, famoso por marcar gols de faltas e pênaltis, é na verdade um grande “chama gol”. Pode comprometer.

Palpitômetro: Favorito disparado não só ao acesso, mas também ao título, Tigrão deve “sobrar” em alguns jogos. Se tudo correr dentro do esperado, deve voltar a elite mineira em 2019.



Mamoré 
(Patos de Minas)



Disputando seu terceiro Módulo II seguido, o tradicional Sapo de Patos de Minas vem animado e sob nova direção. O presidente Kelson Clemente é jovem e empreendedor. Valorizou a parte administrativa trazendo o gestor Bruno Noventa e o competente Ludyo Santos para ser o coordenador técnico. Wantuill Rodrigues, técnico conhecido e muito respeitado no interior mineiro, é o treinador. Vem de passagem mal sucedida pelo Ipatinga.  Kaiky (ex-Uberaba), formado na base do Cruzeiro, é bom goleiro. A defesa terá a liderança de Márcio Paraíba (ex-Volta Redonda), 33 anos, que já defendeu o clube em 2014. Os volantes são Pedro Filho, emprestado pelo Atlético e Marcelo Brandão (ex-Villa Nova), que chega mais ao ataque. Os meias são o ponto forte da equipe. Djair (27 anos, ex-Coritiba) atua mais pela direita. Evandro Russo, (32 anos, ex-Guarani) volta ao clube pela 3ª vez. É jogador de ótima técnica e visão de jogo. Jouberth (30 anos, ex-Uberaba) é meia bem mais veloz e ofensivo. André Mococa (32 anos, ex-Velo Clube-SP) completa o setor. No ataque, o veterano Luizinho (38 anos, ex-Caldense), é ídolo da torcida verde e mais uma vez a esperança de gols. Terá a companhia de Vitinho Abuda (ex-América-TO).

O cara: Luizinho. O pequenino atacante baiano está na 5ª temporada pelo Mamoré. Ainda muito ágil e veloz, conhece bem os atalhos do campo. Salvou o Mamoré do rebaixamento em 2017.

O veterano Luizinho é o "novo Pael": 
quase 40 anos de Mamoré

Olho em: Vitinho Abuda. Atacante rápido e “liso”, foi dos poucos que se salvou na desastrosa campanha do América TO em 2017. Aos 20 anos, deve ter maior sequência de jogos no Mamoré.

O que pode ajudar: O clube procura se modernizar. A gestão de futebol tem gente que conhece do riscado. O estádio Bernardo Rubinger é amplo e confortável.

O que pode atrapalhar: Tradicionalmente, a torcida do Sapo não tem muita paciência com resultados negativos (especialmente em casa) e a “corneta” é forte em Patos. Falta um atacante de referencia mais “cascudo” no time.
A experiência de Wantuill poderá fazer a diferença pro Sapo

Palpitômetro: O objetivo do Mamoré é o acesso; mas não será fácil. O time tem boas peças em alguns setores, mas é carente em outros, e não tem tantas opções para reposição. Pode chegar ás semifinais e atropelar.  Mas corre por fora. 



Nacional 
(Muriaé)

Ausente da elite mineira desde 1980, o NAC investiu bastante e vem com força total pra disputa. Quer bem mais que o 4º lugar obtido ano passado. O técnico é Márcio Pereira, 55 anos, ex-goleiro de Atlético e Cruzeiro nos anos 80. Volta ao clube depois de conquistar o acesso com o vice campeonato da Segundona em 2014. O goleiro é Thulio, 22 anos, que vem de boas temporadas no Betinense. A defesa tem o versátil Paulo Roberto Prestes Jr (30 anos, ex-Tupi), que pode atuar em várias posições. Terá a seu lado o experiente Maceió (ex-Tiradentes-CE), zagueiro muito firme. O jovem Gabriel Deza (ex-Villa Nova) também é boa opção. Também pode atuar na zaga ou no meio campo. Michael Herbert (ex-Mamoré) já é lateral mais forte na marcação e bate muito bem na bola. O volante Rodrigo Paulista (30 anos, ex-Tricordiano) é rodado e sabe ditar o ritmo do jogo. É bom jogador. A armação fica por conta do talentoso Danilo (26 anos, ex-Tombense), em sua 3ª passagem por Muriaé. É meia esquerda muito técnico, mas precisa ser mais competitivo. Na frente, o poder de fogo é grande. Gleidson Baianinho (ex-América-TO)  é atacante de muita velocidade, quase um ponta direita á moda antiga. Jajá (31, anos, ex-Cruzeiro) é atacante de muito bom nível. Acostumado a ser decisivo. Terá concorrência de Michael Paulista (23 anos, ex-URT), conhecido goleador do interior mineiro. Igor Bádio (22 anos, ex-Ponte Nova) pode ser a boa surpresa. Tatuí (26 anos, ex-Oeste SP) completa o ataque. É jogador de mais mobilidade. Nesta última semana chegaram o lateral Marcelinho de 23 anos ex-Betinense, jogador muito forte fisicamente e Michael, 24 anos, lateral esquerdo, ex-Mamoré. Firme na marcação e bate muito forte na bola. É acima da média

O cara: Danilo. Meia armador á moda antiga, tem canhotinha extremamente bem calibrada. Jogador de técnica muito acima da média, sofre um pouco com a falta de consistência em alguns jogos. É ídolo em Muriaé.

Danilo

Olho em: Igor Bádio. Centroavante típico, é exímio finalizador. Apareceu muito bem fazendo 10 gols na 2ª divisão 2017 pelo modestíssimo Ponte Nova. É muito oportunista e acredita em todas as bolas.

Igor Badio: depois de ótima campanha na Segundona terá grande
chance com o NAC

O que pode ajudar: Nacional tem oferece ótima infra estrutura: estádio, alojamentos, etc... O time é de bom nível, com jogadores “cascudos” e jovens revelações. Tem muita chance de “encaixar”.

O que pode atrapalhar: O histórico de “bater na trave” persegue o NAC, que esteve muito próximo do acesso nos últimos anos. O bom nível do grupo de atletas merecia um treinador mais tarimbado.

Palpitômetro: NAC vem para brigar pelo acesso. É candidato a classificação às semifinais. Menos que isso, seria considerado um fracasso. É boa aposta para surpreender.



Social 
(Coronel Fabriciano)


Disputando seu oitavo Módulo II consecutivo, Saci é clube que está há mais tempo ininterruptamente nessa divisão. Enfrentando crônicos problemas financeiros, 2018 deverá ser mais um ano de ambições modestas para a torcida socialina. O técnico é Conrado Ramos, 32 anos, ex-atleta do clube. Será o 2º mais jovem treinador do torneio. O elenco ainda se encontra em processo de montagem, e tem poucos destaques. Igor Hass (ex-Paulista-SP) é o goleiro. O lateral direito Arílton (28 anos, ex-Paraná) é o nome mais conhecido do grupo. Jogador de boa técnica, vai muito bem ao ataque. Jordã (34 anos, ex-URT) é volante de contenção, com muito poder de marcação. Zandoná (28 anos, ex-Bragantino) é o homem de criação. Na frente, Dodô (29 anos, ex-Audax-RJ) é jogador de área e o jovem Paulinho (21 anos, ex-Villa Nova) atua mais pelas extremas. É o atleta mais talentoso da equipe. Os reforços de última hora são o bom lateral Gleissinho de 22 anos ex-Betinense e o zagueiro Vareta de 21, ex-base do Villa. Bom no jogo aéreo.

O cara: Arílton. Jogador formado na base do Inter RS, conhece bem o interior mineiro (passou por Nacional de Nova Serrana e Villa Nova). Muito bom tecnicamente, é lateral muito ofensivo.

Arílton: base forte e experiência

Olho em: Paulinho. Atacante surgiu como craque na base do Villa Nova e estreou entre os profissionais com apenas 17 anos. Jogador muito acima da média, enfrentou problemas disciplinares devido ao temperamento explosivo. Passou pelo Botafogo-SP e volta ao Social como a grande esperança do clube.

Atacante Paulinho

O que pode ajudar: A torcida do Saci é altamente inflamada e costuma transformar o acanhado Louis Ensch em um alçapão para os visitantes. Social tradicionalmente é time de muita raça e luta.

O que pode atrapalhar: A situação financeira é difícil e o elenco é limitadíssimo. Ainda não conseguiu liberar o Louisão para receber seus jogos. Vai estrear na 1ª rodada sem apoio da torcida, com portões fechados.

Palpitômetro: As perspectivas do bravo Social não são boas. No papel, é um dos times mais modestos do campeonato. Certamente ficará longe da disputa pelo acesso. Candidato a freqüentar a zona de rebaixamento.



Tricordiano 
(São Gonçalo do Rio Abaixo)



Recomeço. Essa é a palavra de ordem no Tricordiano. Rebaixado na lanterna sem nenhuma vitória no Modulo I em 2017, o clube foi despejado (literalmente) do estádio Elias Arbex pela prefeitura de Três Corações. Fechou parceria com a cidade de São Gonçalo do Rio Abaixo, cerca de 400km distante de sua sede original. O técnico será Reinaldo Lima, maior ídolo da história do Atlético, mas ainda sem nenhum trabalho vitorioso como treinador. A montagem do time teve participação ativa do competente  Marcelo Mabília, ex-jogador do Grêmio e ex-técnico do Tombense, que trouxe alguns atletas do Tubarão de Santa Catarina. Aleks (ex-Nacional de Rolândia-PR) é o goleiro. A dupla de zaga é jovem:  Aldo Henrique (22 anos, ex-Tubarão SC) e Prachedes (21 anos, ex-Nova Iguaçu-RJ). André Pereira (22 anos, ex-América-SP) e Vitão (23 anos, ex-Tubarão-SC) jogador canhoto  extremamente vigoroso e forte no apoio, são os laterais. Juliano (22 anos, ex-Ceará) é jogador versátil, podendo atuar na lateral direita ou como volante. Os veteranos zagueiros Álvaro (40 anos, ex-Flamengo e Seleção Brasileira) e Adriano Lobinho (38 anos, ex-Atlético) foram dispensados após período inicial de treinamentos e não defenderão o Galo.  O meio é composto basicamente por atletas oriundos do futebol gaúcho: Marlon Bica, 23 anos, volante formado na base do Inter e com passagens pelas Seleções de base; meias Kairon (22 anos, ex-base do Grêmio), jogador de grande habilidade; Baianinho (25 anos, ex-Passo Fundo)  e Julio Santana (24 anos, ex-Pelotas). Wangler (25 anos, ex-Tombense) é bom articulador. Rickson (29 anos, ex-Vilavelhense-ES) e Paulo Vinicius (23 anos, outro ex-Tubarão SC) completam o setor. Na frente, Igor Mutante (22 anos , ex-base do Gremio) e Rudimar (31 anos, ex-Uberaba) são os homens gol. O canhoto Thiaguinho (26 anos, ex-base do Cruzeiro) é opção de habilidade e velocidade pelas extremas. O veterano Brasão, (38 anos, ex-Camboriú-SC) que chegou a ser anunciado, não vem mais.

Reinaldo como técnico. A pergunta é: dura até quando?

O cara: Rudimar. Atacante de muita força física, tem bom posicionamento na grande área. Rudigol conhece bem o campeonato, já tendo defendido Patrocinense e Uberaba. É jogador de referência e finalização. Bom no jogo aéreo.

RudiGol: centroavante com faro de gol pode
decidir a favor do Galo

Olho em: Wangler. Meia armador com grande visão de jogo, pode cadenciar ou acelerar a partida de acordo com o interesse do time. Bate muito bem na bola.

O que pode ajudar: A mudança de ares para uma cidade que nunca teve futebol profissional, pode ser benéfica, caso a população “abrace” o clube. A maioria dos atletas são desconhecidos em MG, e podem surpreender os adversários desavisados.

O que pode atrapalhar: Muita coisa. O clube está muito longe de casa e perde a força da fanática torcida que incendiava o Elias Arbex. O presidente Gustavo Vinagre é homem de posições fortes, e algumas vezes, entra em rota de colisão com a FMF. O elenco é no mínimo enxuto  e Reinaldo está longe de ser o treinador ideal. Marcelo Mabília deve ser o técnico “de fato”

Palpitômetro: Tudo indica dificuldades terríveis para o Galo do Sul em 2018. Teoricamente, frequentará a parte de baixo da tabela. Será preciso muita luta e superação para reverter os prognósticos iniciais. Se o time der liga, pode surpreender e ameaçar os favoritos.



Tupynambás 
(Juiz de Fora)

O Baeta foi uma das grandes surpresas do campeonato de 2017
Animado pela boa campanha em 2017, quando chegou ao hexagonal final, o Baeta promete surpreender novamente esse ano. Comandado pelo excelente Alberto Simão, um dos maiores conhecedores do futebol mineiro, o clube investiu na mescla de atletas experientes e jovens promissores. O técnico é Guliherme Humberto Silveira, o Guiba, de 45 anos. Ex atleta do Villa Nova nos anos 90, obteve ótimos resultados na categoria sub20, sendo bi campeão mineiro do interior pelo próprio Villa em 2016 e pelo Araxá em 2017.  No gol estará Glayssão, lenda viva do futebol mineiro. Aos 39 anos, defenderá seu 17º clube diferente no estado. A defesa tem o experiente lateral Catatau (34 anos, ex-Fast AM), ainda muito vigoroso. O  jovem Belo Vale (21 anos, ex-Araxá) é jogador de boa técnica e deve ser o xerife do time. O lateral Wilson também veio do Araxá. No meio, Churrasco (21 anos, outro ex-Araxá) é volante de contenção e bate muito, sem maiores cerimônias. Bryan Silva (27 anos, ex-Nacional de Uberaba) é volante de melhor trato com a bola. Os meias são muito talentosos. Felipe Linhares (25 anos, ex-Valério) é muito bom tecnicamente; precisa ser mais participativo. Fillipinho (21 anos, ex-Atlético) é meia atacante extremamente habilidoso. Sofreu muito com lesões seguidas, mas tem bola pra desequilibrar. Terá a boa parceria de Bilu (ex-base do Villa Nova), jogador  mais objetivo, que entra mais na área adversária. Completa o setor, o regularíssimo Aurélio (24 anos, ex-Jacutinga), que dificilmente joga mal. É jogador muito consistente. Na frente, o veteraníssimo Ademílson, 43 anos, está de volta ao Baeta. Ainda não esqueceu o caminho das redes adversárias. O esperto Yan Carlos (mais um oriundo do Araxá) é muito rápido e habilidoso, quase um ponta esquerda á moda antiga. Richard Tank (ex-Villa Nova) é opção de força no ataque. Chegaram por último o goleiro João Paulo, 22 anos, campeão da Segundona pelo clube em 2016. Bom reserva para a LENDA Glayssão e o volante Guiu, 22 anos, ex-base do Villa. Sai bem pro jogo.

Glayssão: LENDA do interior mineiro

Os caras: Excepcionalmente, aqui teremos uma dupla. Glayssão é mais que ídolo por onde passou; é quase uma entidade. E ainda é muito bom goleiro. Um dos atletas de melhor caráter que passaram pelos nossos gramados. Já o atacante Ademílson (ou Ademíssil), tem até busto no estádio Mário Helênio. Somam juntos, 82 anos de muito bom futebol.

Ademílson: LENDA do interior mineiro
Olho em: Yan Carlos tem tudo para ser uma das maiores revelações do torneio. Desde as categorias de base do Villa Nova, mostrou ser jogador diferenciado. É muito “liso” e tomou gosto por balançar as redes no Araxá.

O que pode ajudar: O Baeta, tido como “o clube da família” goza de muito carinho e prestígio em Juiz de Fora. O time é de bom nível, com jovens promissores e dois ídolos extremamente carismáticos. O técnico Guiba fala muito bem a língua da boleiragem. E o gestor Alberto Simão conhece muito de futebol. Em todos os aspectos.

O que pode atrapalhar: Ainda que Glayssão e Ademílson subam a média de idade do grupo, o elenco é extremamente jovem; em um torneio dificílimo como o Módulo II, pode ser fatal. A folha salarial é das mais baixas do torneio, e assim o elenco fica sem tantas boas peças de reposição.

Guiba: outra LENDA do interior, mas diferente dos outros dois
este estará fora do campo

Palpitômetro: Dificilmente o Baeta brigará pela classificação as semifinais. Um dos objetivos do clube será revelar jovens jogadores. Se não pode deixar de atentar para a zona de degola, o mais provável é que faça um campeonato correto, se mantendo no bloco intermediário.       



Uberaba



Em sua 3ª temporada no Módulo II, o Zebu promete brigar pelo acesso. O técnico é o jovem e extremamente promissor Neto Pajolla, 32 anos, o mais novo entre todos os treinadores do torneio. Foi auxiliar de Rodrigo Santana no Juventus SP e URT. Conhece muito de futebol. O goleiro é o gaúcho Dudu Cechin (31 anos, ex-Crac-GO). A defesa tem a firmeza de Linno (35 anos, ex-Barretos SP) e Darlan (23 anos, ex-Rio Branco-PR), muito bom no jogo aéreo. Rafael Compri (22 anos, ex-URT) pela direita e Bruno Teixeira (21 anos, ex Red Bull) pela esquerda, são os laterais. Carlinhos (24 anos, ex-Parnahyba-PI) e Luan (23 anos, ex-Maringá-PR) fecham a defesa. Na volância, a briga é boa. O experiente Sidney (30 anos, ex-América-RN) deve ser titular. Alex Goiano (22 anos, ex-Nacional de Patos-PB) é jogador de marcação. Gabriel Vieira (23 anos, ex-Marcílio Dias-SC) chega mais á frente. Terão ainda a concorrência de Vitor Tonon (21 anos, ex-Ituano), jogador de boa técnica e visão de jogo. Os meias também tem muita qualidade; tanto Diego Serra (23 anos, ex-Salgueiro-PE) quanto Lucas Crispim (30 anos, ex-Tubarão-SC) são jogadores de bom nível. Melhor ainda é o habilidoso Rafael Oller (22 anos, ex-URT). Edinho (25 anos, ex-Democrata-GV) é meia atacante canhoto que busca sempre o gol. Jogador de velocidade, finaliza muito bem. Thiago Cavalcanti (33 anos, ex-Atlético) é o responsável por balançar as redes adversárias. É matador. O jovem Guilherme Teixeira (21 anos, ex-Botafogo SP) fecha o ataque.

O cara: Thiago Cavalcanti. Centroavante típico, tem o chamado “cheiro de gol”. Com boas passagens por Atlético, Coritiba e Sampaio Correa, volta ao estado depois de ser campeão do Modulo II pelo Democrata GV em 2016.

Tiago Cavalcanti: experiência não faltará ao ataque do Zebu


Olho em: Rafael Oller. Meia atacante formado na base do Santos, foi um dos principais jogadores da boa temporada 2017 da URT. Tem ótimo passe e costuma chegar na área adversária para finalizar em gol. É diferenciado.

O habilidoso Oller, destaque da URT

O que pode ajudar: O Zebu tem planejamento e organização bem definidos para 2018.  Tem um dos técnicos mais promissores da nova safra. Jogadores experientes em posições cruciais e situação financeira estável. O momento é positivo.

O que pode atrapalhar: Se sobram bons valores do meio pra frente, a retaguarda fica um pouco abaixo do desejado. O nível de exigência em Uberaba é altíssimo e a torcida (e imprensa) não costumam ser muito pacientes com resultados negativos.

Palpitômetro: Ausente da elite há 6 anos, o clube chegou a amargar 2 anos na Segundona. Tem tudo pra ir além do 5º lugar de 2017. Certamente é um dos candidatos a chegar entre os 4 finalistas. Embora não seja favorito, tem bola para conseguir o acesso.